Estúdio de cinema tenta impedir compra da Warner pela Netflix

direitaonline




A disputa pelo controle da Warner Bros. Discovery ganhou um novo capítulo. Embora a Netflix tenha anunciado um acordo para adquirir o estúdio, a Paramount Skydance não dá sinais de recuar.

Informações do New York Post indicam que a companhia estuda apresentar uma proposta considerada forte, oferecendo cerca de US$ 30 por ação — valor que, segundo seus executivos, teria mais peso prático do que a oferta apresentada pela gigante do streaming.

A estratégia envolveria falar diretamente aos acionistas da Warner Bros. Discovery, ignorando a atual direção da empresa. De acordo com uma fonte ligada às negociações, “[Na Paramount] eles acreditam que o acordo foi desonesto por conta da amizade entre os CEOs e apostam que os acionistas não apoiarão a forma como o acordo foi realizado.” (continua)

Uber para empresas: uma plataforma que permite que empresas gerenciem viagens, refeições e entregas para funcionários e clientes. Saiba como funciona!




(segue) A movimentação ocorre em meio ao interesse do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, que estuda abrir uma investigação para avaliar eventuais riscos de monopólio caso a Netflix absorva a Warner Bros. Discovery.

Um relatório da Bloomberg revelou que Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, se reuniu por mais de uma hora com o presidente Donald Trump, em novembro.

O encontro tratou diretamente da possibilidade de compra da Warner. Fontes dizem que Trump teria comentado que o estúdio deveria ser vendido à proposta mais vantajosa — posição com a qual Sarandos concordou. Ao sair da reunião, o executivo teria entendido que não enfrentaria resistência da Casa Branca, cenário bem diferente do que imaginava a Paramount Skydance Corp.




A família Ellison, controladora da Paramount, acreditava que sua proximidade com o presidente seria determinante para fechar o negócio.

Essa leitura levou o grupo a apresentar uma oferta abaixo do esperado, abrindo espaço para que a Netflix avançasse com uma proposta histórica: US$ 82,7 bilhões na aquisição — uma das maiores transações já registradas no setor de entretenimento.

E veja também!
A polêmica manifestação de Malafaia após a indicação de Flávio Bolsonaro

São Francisco processa Coca-Cola, Nestlé e outras gigantes por ‘crise de saúde’

Apesar do anúncio, o processo ainda está longe de ser concluído. Especialistas avaliam que o período de transição pode abrir margem para reviravoltas, incluindo a ofensiva direta da Paramount e possíveis tentativas do Departamento de Justiça de barrar a operação por questões concorrenciais.




Nos bastidores de Hollywood, a Paramount segue trabalhando para desgastar a imagem da Netflix entre investidores e executivos.

O relatório da Bloomberg resume a disputa de maneira contundente: “A história de como a Netflix venceu o leilão – e como Paramount perdeu – é uma de orgulho de bilionários, encontros secretos na Casa Branca, identidades secretas e quantias recordes de débito.




Ela avança a conquista de décadas do Vale do Silício pelo mundo do entretenimento, assim como a evolução da Netflix de uma start-up que entregava DVD pelo correio até o pináculo de Hollywood”. (Foto: reprodução; Fontes: CNN; Omelete)

Os estúdios
Netflix

A Netflix começou em 1997 como um serviço de aluguel de DVDs pelo correio, fundado por Reed Hastings e Marc Randolph na Califórnia. A ideia inicial era oferecer uma alternativa ao tradicional aluguel em lojas físicas, permitindo que os clientes escolhessem filmes pelo site e os recebessem em casa, sem taxas de atraso.

Nos primeiros anos, a empresa se destacou pela inovação logística e pela ampla variedade de títulos disponíveis, o que a diferenciava de concorrentes maiores como Blockbuster.




Com o avanço da internet de alta velocidade, a Netflix se reinventou e lançou, em 2007, seu serviço de streaming, permitindo que os usuários assistissem filmes e séries diretamente online.

A empresa investiu pesado em tecnologia e na produção de conteúdo original, como House of Cards e Stranger Things, consolidando-se como gigante do entretenimento global.

Warner Bros.
A Warner Bros. foi fundada em 1923 pelos irmãos Harry, Albert, Sam e Jack Warner, em Hollywood, Califórnia. Inicialmente, o estúdio se destacou pela produção de filmes mudos e, mais tarde, foi pioneiro na introdução do som no cinema, com o lançamento de The Jazz Singer em 1927, que marcou o início da era dos “talkies”.

Ao longo do século 20, a Warner Bros. consolidou seu nome com clássicos de Hollywood, criando franquias icônicas e estúdios de animação, além de possuir um vasto catálogo de filmes e séries.




Paramount
A Paramount Pictures é um dos estúdios mais antigos de Hollywood, fundada em 1912 por Adolph Zukor, tornando-se pioneira na indústria cinematográfica americana.

O estúdio se destacou pelo sistema de estúdios integrados, produzindo, distribuindo e exibindo filmes, e ao longo do século 20 foi responsável por clássicos como O Poderoso Chefão, Titanic e diversas comédias e dramas de sucesso.

A Paramount construiu uma reputação sólida como produtora de conteúdo diversificado e inovador, moldando gerações de cineastas e público.

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Agora: Centrão boicota Flávio e não comparece à reunião chamada pelo pré-candidato

A agenda articulada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com dirigentes de partidos de centro, marcada para esta segunda-feira (8/12), acabou perdendo força depois que quase todos os convidados recusaram a presença. O encontro, anunciado por ele no fim de semana, tinha como foco discutir sua pré-candidatura à Presidência da República […]