Esquerda pede suspensão de deputados que ocuparam Mesa da Câmara

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Deputados da base governista na Câmara protocolaram, nesta quinta-feira (7), um pedido à Mesa Diretora da Casa solicitando a suspensão imediata, por seis meses, de cinco parlamentares de direita que participaram da ocupação da cadeira do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). A medida foi tomada após o episódio ocorrido na noite anterior, quando oposicionistas tomaram o controle simbólico da Mesa Diretora em protesto.

Segundo a colunista Andreza Matais, os parlamentares que são alvos da representação por suposta quebra de decoro parlamentar são Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (PL-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC). A representação é assinada pelos líderes do PT, PSB e PSOL — Lindbergh Farias (RJ), Pedro Campos (PE) e Talíria Petrone (RJ).

De acordo com a reportagem, “os pedidos são subscritos pelo PT, PSB e PSOL, representados pelos respectivos líderes: Lindbergh Farias (RJ), Pedro Campos (PE) e Talíria Petrone (RJ)”. A iniciativa ocorre paralelamente à apuração interna que está sendo conduzida pela Mesa Diretora da Câmara, que avalia as imagens do momento da invasão para apresentar suas próprias representações.

A cena mais simbólica do episódio foi protagonizada pelo deputado Marcos Pollon, que, conforme a coluna, “estaria sentado na cadeira de Motta quando o presidente da Câmara entrou no Plenário na noite desta quarta, 7, para retomar o controle da Mesa”. Ao lado dele, estava Marcel van Hattem, que também resistiu a deixar o local.

Júlia Zanatta, por sua vez, teria ocupado a mesma cadeira anteriormente. “Ela deixou o lugar, assumido por Pollon, assim que Motta entrou no Plenário”, detalha a reportagem. Já o deputado Zé Trovão é acusado de ter bloqueado a escada de acesso à Mesa, dificultando a passagem do presidente da Câmara. No caso de Paulo Bilynskyj, a denúncia menciona a ocupação da Mesa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias como parte de uma conduta reiterada de desrespeito às normas regimentais.

Na representação protocolada, os partidos afirmam que a ação dos deputados oposicionistas comprometeu o funcionamento regular do Legislativo. “O episódio configura uma tentativa de subversão da ordem institucional, com grave violação da separação de Poderes e dos princípios democráticos que sustentam o sistema representativo”, diz o documento.

Os líderes ainda argumentam que “o uso da força física por parte de membros do Parlamento para usurpar funções da Mesa é um precedente extremamente perigoso e inaceitável no Estado Democrático de Direito, razão pela qual deve ser rechaçado com o rigor das normas éticas e regimentais”.

A Mesa Diretora da Câmara segue analisando os fatos, e novas medidas disciplinares podem ser anunciadas nos próximos dias, conforme o avanço da apuração. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: Estadão)

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