A Honda fechou o último ano fiscal, encerrado em março, com um resultado negativo expressivo e histórico: o primeiro prejuízo anual em cerca de sete décadas. O desempenho foi impactado principalmente pelos altos custos ligados à reestruturação da área de veículos elétricos.
No período, a montadora japonesa registrou prejuízo operacional de 414,3 bilhões de ienes — cerca de US$ 2,63 bilhões — valor pior do que o esperado pelo mercado.
O resultado contrasta fortemente com os anos anteriores de lucro e reflete perdas de aproximadamente 1,45 trilhão de ienes associadas ao desenvolvimento de carros elétricos.
Para o novo exercício, a empresa ainda prevê despesas adicionais de 500 bilhões de ienes nessa mesma frente.
Apesar do cenário negativo no setor automotivo, o desempenho das motocicletas funcionou como um amortecedor importante.
Brasil e Índia se destacaram com forte demanda, levando o segmento a níveis recordes de vendas e rentabilidade.
Segundo a própria empresa, a estratégia agora é ampliar ainda mais a produção no mercado indiano. “O negócio de motocicletas expandirá a capacidade de produção na Índia e terá como meta um recorde de vendas”, afirmou a Honda.
Com isso, a companhia espera reverter o prejuízo e voltar ao lucro no atual ano fiscal, projetando ganho de cerca de 500 bilhões de ienes. A recuperação, segundo a fabricante, virá de cortes de custos e da manutenção do bom desempenho do setor de duas rodas.
Ao mesmo tempo, a Honda promoveu uma mudança relevante em sua estratégia de eletrificação. O presidente Toshihiro Mibe anunciou o abandono das metas anteriores, incluindo o objetivo de que 20% das vendas fossem de veículos elétricos até 2030 e a transição total até 2040.
Um grande projeto no Canadá, estimado em US$ 11 bilhões para produção de veículos elétricos e baterias, também foi suspenso por tempo indeterminado.
O recuo evidencia o desafio enfrentado por montadoras tradicionais na corrida pelos elétricos, diante de uma demanda global abaixo das projeções iniciais.
Mesmo assim, o mercado reagiu positivamente às sinalizações de retorno ao acionista. As ações da Honda atingiram o maior patamar em dois meses após a empresa anunciar a intenção de devolver 800 bilhões de ienes aos investidores e manter a política de dividendos. E mais: Bomba: prefeita dos EUA renuncia ao assumir que é agente da China. Clique AQUI para ver. (Foto: IA; Fonte: UOL)

