Os e-commerces, nacionais e internacionais, preferidos dos brasileiros

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Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que Shopee e Mercado Livre seguem como as plataformas de compras online preferidas dos brasileiros, mesmo após a criação da chamada “taxa das blusinhas”.

A pesquisa analisou o período entre junho de 2024 e junho de 2025 e mostra que 72,8% dos entrevistados afirmaram ter realizado compras pela Shopee. Já o Mercado Livre foi citado por 63% dos consumidores.

Na sequência aparecem Amazon, com 38,5%, Shein, com 37,1%, além de AliExpress, com 9,1%, e Temu, com 8,9%.




Os dados mostram que 96% dos brasileiros fizeram compras em sites internacionais no período pesquisado, mesmo após a entrada em vigor da tributação sobre compras de até US$ 50, apelidada de “taxa das blusinhas”. O imposto começou a valer em 1º de agosto de 2024.

Apesar da cobrança, a redução no número de consumidores que compram em plataformas internacionais foi pequena. O índice caiu de 97,6% para 95,8% entre 2024 e 2025.

Já o comércio eletrônico nacional registrou uma queda mais acentuada. Segundo o levantamento, o percentual de brasileiros que fizeram compras em sites nacionais recuou de 89% para 70,9% no período analisado.




De acordo com o levantamento da CNDL realizado entre 13 e 25 de junho de 2025, os marketplaces nacionais ainda mantêm relevância importante no hábito de consumo dos brasileiros, embora tenham registrado queda geral em comparação com o ano anterior.

A Americanas segue na liderança entre as plataformas nacionais, com 29% dos entrevistados informando ter realizado compras no período, apesar da redução em relação aos 35,3% registrados em 2024. Logo atrás aparece a Magazine Luiza (Magalu), com 27,7% de preferência (ante 30% no ano anterior).

Casas Bahia completa o pódio com 15,2%, também em leve declínio. Entre as plataformas nacionais, a OLX foi a que registrou o melhor desempenho, crescendo de 10,9% para 13,4%, se consolidando como a quarta opção mais citada.




Netshoes manteve-se praticamente estável (13,0%), enquanto Carrefour avançou de 9,8% para 10,5%. O cenário indica que, mesmo com o domínio dos sites internacionais (95,8% dos brasileiros fizeram compras no exterior), os players nacionais seguem relevantes, especialmente aqueles que conseguem oferecer bom mix de produtos, entrega rápida e condições de pagamento atrativas.

O tema voltou ao debate após Luiz Inácio Lula da Silva assinar, na última terça-feira (12), uma medida provisória que elimina o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, sancionada anteriormente por ele mesmo. A nova regra já entrou em vigor.




A pesquisa da CNDL foi realizada entre os dias 13 e 25 de junho de 2025. Ao todo, foram feitas 1.094 entrevistas. Desse total, 800 participantes afirmaram ter realizado compras em sites internacionais nos 12 meses anteriores. A margem de erro varia entre 2,96 e 3,46 pontos percentuais. (Foto: IA; Fonte: Poder360)

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