Dia Mundial do Cachorro é celebrado hoje (26)

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Comemorado em 26 de agosto, o Dia Mundial do Cachorro é uma data dedicada a homenagear o animal considerado o melhor amigo do homem.

Criada em 2004 nos Estados Unidos pela especialista em comportamento animal Colleen Paige, a celebração nasceu com o objetivo de incentivar a adoção de cães e alertar sobre maus-tratos, abandono e comércio ilegal.

Os cachorros acompanham a humanidade há milhares de anos. Estudos arqueológicos apontam que a domesticação começou há pelo menos 15 mil anos, quando lobos passaram a conviver com grupos humanos em busca de alimento, dando origem a uma parceria que atravessou eras.

Desde então, os cães deixaram de ser apenas companheiros de caça e guardiões para ocupar também papéis de apoio emocional, trabalho policial, guia de pessoas com deficiência e até resgate em áreas de desastre.

Segundo a Federação Cinológica Internacional, existem atualmente mais de 340 raças reconhecidas no mundo, cada uma com características e funções específicas. No Brasil, de acordo com estimativas do IBGE, a população canina ultrapassa os 55 milhões de animais, refletindo a forte presença desses companheiros nos lares brasileiros.

A data também busca chamar atenção para a adoção responsável. Milhares de cães vivem em abrigos ou nas ruas, aguardando um lar. Organizações de proteção animal reforçam que celebrar o Dia Mundial do Cachorro é, acima de tudo, lembrar que cada um deles merece respeito, carinho e cuidado.

Em 2020, Bolsonaro sancionou lei que aumenta as penas para quem maltratar cães e gatos. Desde então, este crime passou a ser punido com prisão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda. Antes, a pena era de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Na ocasião, Bolsonaro não vetou nenhum dispositivo da nova legislação, oriunda do projeto de lei 1.095/2019, de autoria do deputado federal Fred Costa (Patriota-MG).

“Quem não demonstra amor por um animal como um cão, por exemplo, não pode demonstrar amor, no meu entender, por quase nada nessa vida”, afirmou Bolsonaro, durante aquela cerimônia.

O presidente contestou os críticos da nova lei que classificaram como desproporcional a pena para o crime de maus-tratos.

“Aquele que por ventura venha reclamar da lei agora, uma coisa muito simples: se você não sabe, não quer tratar com carinho, com o devido respeito um cão ou um gato, não o tenha em casa”.

A pena de reclusão da nova lei prevê cumprimento em estabelecimentos mais rígidos, como presídios de segurança média ou máxima. O regime de cumprimento de reclusão pode ser fechado, semiaberto ou aberto.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 28,8 milhões de domicílios com, pelo menos, um cachorro e mais 11,5 milhões com algum gato. (Foto: EBC)

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