As recentes aparições públicas de Nicolás Maduro dançando em eventos e comícios estariam entre os fatores que motivaram os Estados Unidos a planejar a captura do então presidente venezuelano. Nos meses que antecederam a operação, Maduro passou a se mostrar com frequência em encontros transmitidos pela mídia estatal da Venezuela, muitas vezes dançando após seus discursos.
Em novembro de 2025, durante um ato estudantil em Caracas, o líder venezuelano dançou ao som de remixes que repetiam trechos de uma frase dita por ele em inglês: “No war, no crazy war. Peace, peace, yes peace” (“Sem guerra. Sem guerra louca. Paz, paz, sim, paz”). Já em dezembro, Maduro voltou a gerar polêmica ao dançar ao lado de um robô durante uma feira pública. Antes desse episódio, ele havia enviado saudações de Natal aos norte-americanos, reforçando seu discurso de “não à guerra”. (continua)
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Segundo reportagem do The New York Times, essas aparições foram interpretadas por integrantes do governo de Donald Trump como uma provocação direta, zombando das advertências americanas sobre a possibilidade de um confronto militar. Duas fontes anônimas ligadas à Casa Branca afirmaram que a conduta de Maduro reforçou a percepção de que ele desafiava publicamente os Estados Unidos.
Diante dessa avaliação, o governo americano decidiu avançar com suas ameaças, culminando na operação militar realizada na Venezuela no sábado, 3 de janeiro, que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
???? A decisão de realizar a operação militar e capturar Maduro ocorreu após o governo Trump avaliar que o venezuelano estaria “zombando” dos Estados Unidos ao aparecer em público dançando a música “Paz sim, Guerra não”, que usa discursos dele.
A informação é do New York Times. pic.twitter.com/T24mSYHQyz
— Eixo Político (@eixopolitico) January 4, 2026

