Um encontro reservado realizado no início do mês entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evidenciou o clima de desconfiança nos bastidores da Corte. A reportagem é da Veja.
Conforme a reportagem, durante o jantar, críticas contundentes foram dirigidas ao ministro André Mendonça, responsável por investigações consideradas delicadas, como os casos envolvendo o INSS e o Banco Master.
Segundo relatos da revista, quatro magistrados levantaram supostas suspeitas sobre a condução dos inquéritos que mencionam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A avaliação compartilhada, ainda que sem apresentação de provas, é de que as apurações poderiam estar sendo influenciadas por ‘motivações externas’ ou por um suposto viés dentro do próprio gabinete. Interlocutores afirmam que Luiz Inácio Lula da Silva já teria sido informado sobre essas desconfianças.
As críticas também giram em torno da presença de integrantes da Polícia Federal atuando diretamente em gabinetes de ministros. Para parte dos magistrados, esse arranjo poderia abrir espaço para interferências indevidas em decisões judiciais, especialmente em casos com impacto político relevante.
A preocupação é que essa dinâmica remeta a práticas associadas à Operação Lava Jato, frequentemente citada como referência em momentos de tensão institucional.
No centro das investigações está um depoimento prestado na antiga CPMI do INSS, no qual um executivo afirmou que o empresário Antônio Camilo Antunes teria intermediado o repasse de R$ 5 milhões a Lulinha por meio de lobistas.
Mendonça determinou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente no início do ano.
Nos bastidores do STF, a presença de policiais federais em funções estratégicas segue sendo alvo de críticas recorrentes.
Integrantes da Corte avaliam que esses profissionais não apenas auxiliam na análise de dados sensíveis, mas poderiam, em alguns casos, influenciar decisões mais duras, como ordens de prisão. E mais: Pesquisa revela disputa pelo Senado e Governo do Pará. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Veja)

