Cláudio Castro (PL) entra na mira do TSE e pode ficar inelegível

direitaonline




O ministro Antonio Carlos Ferreira, do Tribunal Superior Eleitoral, autorizou nesta quinta-feira (19) a retomada do julgamento das ações que investigam o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa fluminense.

O processo estava paralisado desde novembro de 2025, após um pedido de vista. Com a liberação, caberá agora à presidente do TSE, Cármen Lúcia, marcar a data para a continuidade da análise do caso.

Os dois são acusados de promover a contratação irregular de cerca de 27 mil servidores temporários por meio da Fundação Ceperj, com a finalidade de atuação como cabos eleitorais.

As investigações também apontam a existência de outros 18 mil contratos supostamente irregulares firmados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A defesa de Cláudio Castro contesta as acusações e sustenta que não houve irregularidades. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro absolveu o governador em instância anterior, mas o caso chegou ao TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral. Em caso de condenação, Castro poderá perder o mandato e se tornar inelegível.

Além do governador e de Bacellar, a ação envolve o ex-vice-governador Thiago Pampolha, que à época ocupava o cargo de secretário estadual de Meio Ambiente e atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Voto da relatora
Relatora do processo, a ministra Isabel Galotti votou pelo acolhimento do recurso do Ministério Público, defendendo a aplicação das penalidades máximas aos réus.

Em seu voto, ela destacou que as contratações só foram possíveis após a sanção de uma lei pelo próprio governador, sob o argumento de “descentralizar a execução orçamentária” na área de pesquisa e desenvolvimento científico.

A magistrada também citou decretos editados por Castro que ampliaram as atribuições da Ceperj, apontando “a chancela do governador Cláudio Castro e sua atuação direta no sentido de concretizar a execução dos projetos de índole social por intermédio da referida fundação”.

Outro ponto enfatizado foi a forma de pagamento dos contratados, frequentemente realizados por saques diretos em agências bancárias, sobretudo em Campos dos Goytacazes, reduto eleitoral de Bacellar.

Segundo a relatora, depoimentos e perícias revelaram contratos sem requisitos formais mínimos, em alguns casos sem assinatura dos próprios trabalhadores.

Isabel Galotti também citou projetos considerados ineficazes, como a Casa do Trabalhador, que chegou a contar com 1,5 mil funcionários, mas foi encerrada sem empregar nenhum beneficiário.

“A Ceperj e a Uerj, instituições com relevantes funções sociais, foram desvirtuadas para servir de fachada em um esquema de cooptação de votos e financiamento irregular de uma rede de apoiadores de suas pretensões eleitorais”, afirmou a ministra em seu voto. E mais: Globo terá personagem de novela inspirada em Suzane von Richthofen. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Congresso em Foco)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Moraes manda PF intimar presidente de Sindicato por criticas ao STF

A Polícia Federal intimou o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kleber Cabral, para prestar depoimento nesta sexta-feira (20). A oitiva ocorrerá por videoconferência. A iniciativa foi adotada depois de declarações públicas do dirigente criticando as investigações que miram um auditor da Receita […]