O Ministério da Agricultura confirmou, na quinta-feira (27), que autoridades chinesas suspenderam cinco unidades brasileiras habilitadas a exportar soja para o país asiático.
A medida foi tomada após a detecção de trigo tratado com pesticidas no porão de um navio que transportava 69 mil toneladas de soja do Brasil, conforme revelou reportagem da Folha de S.Paulo.
Embora não tenha detalhado quais empresas foram afetadas, a pasta ressaltou que essas cinco unidades representam uma pequena parcela das mais de 2 mil instalações brasileiras autorizadas a vender soja para a China.
Em nota, o Ministério afirmou que o governo brasileiro age com “transparência, responsabilidade e agilidade” quando recebe notificações sobre possíveis inconformidades sanitárias.
Segundo a reportagem que revelou o caso, as fábricas afetadas incluiriam duas unidades da Cargill, além de instalações pertencentes à Louis Dreyfus, CHS Agronegócio e 3Tentos, todas suspensas a partir de quinta-feira (27) em decorrência do episódio envolvendo o carregamento contaminado.
Apesar do incidente, o Ministério da Agricultura ressaltou que o Brasil mantém uma relação sólida e estratégica com a China — seu principal destino de exportações agrícolas.
A pasta destacou ainda que, somente em 2025, o país deverá embarcar mais de 100 milhões de toneladas de soja para o mercado chinês, reforçando que o episódio não compromete, até o momento, o fluxo geral do comércio bilateral. E mais: Jovem Pan é condenada a multa milionária por ‘desinformação’ em 2022; Saiba detalhes (Foto: PixaBay; Fonte: Folha de SP)

