O Chega, partido português de direita, apresentou um projeto na Assembleia da República que busca impedir a entrada de Alexandre de Moraes, do STF, em território português.
O documento, assinado por deputados da legenda, já foi encaminhado a Eduardo Bolsonaro, que atua para ampliar sanções contra o magistrado tanto nos Estados Unidos quanto em países europeus.
No texto, os parlamentares afirmam que o Brasil atravessa uma “emergência democrática” e que o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de uma “perseguição judicial”.
O partido acrescenta que a “postura tirânica de Moraes tem vindo a merecer condenação internacional cada vez mais acentuada” e sustenta que, em julho, os EUA teriam aplicado a Lei Magnitsky contra o ministro do STF.
A proposta defende que Portugal adote medidas semelhantes às da gestão Donald Trump. Para o Chega, o país “deve impedir a entrada de Moraes em território nacional”.
O movimento não é inédito. Em agosto, o líder do partido, André Ventura, já havia declarado que levaria ao governo a sugestão de proibir a presença do magistrado em Portugal.
Na ocasião, ele acusou Moraes de ter decretado prisão domiciliar contra Bolsonaro e de impor restrições ao uso das redes sociais pelo ex-presidente — argumentos também repetidos no documento protocolado agora. (Foto: STF; Fonte: O Globo)

