O empresário Carlos Slim Helú, considerado o homem mais rico da América Latina, vem se beneficiando da recente valorização das ações de companhias do setor de petróleo nos Estados Unidos.
A alta dos preços da gasolina e as tensões geopolíticas internacionais impulsionaram os ganhos no segmento energético.
Em 2024, esteve no Brasil, quando se encontrou com Luiz Inácio Lula da Silva (foto).
Por meio do veículo de investimentos Control Empresarial de Capitais, a família Slim realizou uma série de vendas estratégicas, capturando lucros após a forte valorização de empresas do setor.
A movimentação mais relevante ocorreu com a redução de participação na PBF Energy, com a venda de aproximadamente US$ 497 milhões em ações, segundo dados divulgados pela Bloomberg.
O movimento representou mais de um terço da posição da família na companhia.
As ações da refinaria chegaram a praticamente dobrar de valor em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, o que ampliou a volatilidade do mercado de energia.
Outro desinvestimento relevante ocorreu na Talos Energy, sediada em Houston, onde foram vendidos cerca de US$ 40 milhões em ações.
Em março, os papéis da companhia atingiram o maior patamar em três anos, impulsionados por incertezas no Oriente Médio.
Apesar das vendas, Slim ainda mantém posição relevante no setor de petróleo e gás, especialmente no México e nos Estados Unidos.
O investidor, conhecido por atuar de forma oportunista em ciclos de commodities, costuma aumentar exposição em momentos de baixa e reduzir posições quando os ativos atingem valorização expressiva.
Esse padrão se repetiu em diferentes períodos. Durante a pandemia, por exemplo, o bilionário ampliou investimentos na PBF em meio à queda da demanda global por combustíveis.
Com a retomada econômica e o impacto da guerra na Ucrânia sobre o mercado energético, os ativos se valorizaram fortemente, gerando ganhos significativos.
A estratégia de diversificação também é uma marca da trajetória de Slim. Seu império começou no setor de telecomunicações, com destaque para a criação da América Móvil, e se expandiu para áreas como finanças, energia e infraestrutura.
Atualmente, o grupo de investimentos da família também mantém participação em empresas como o Grupo Financeiro Inbursa e ampliou presença em companhias do setor energético internacional, incluindo ativos no Reino Unido e no México.
De acordo com estimativas da Bloomberg, a fortuna de Carlos Slim Helú ultrapassa US$ 130 bilhões, com crescimento expressivo em 2026 impulsionado tanto pelo desempenho de suas empresas de telecomunicações quanto pelos ganhos no setor de energia.
O histórico do empresário reforça sua reputação de “investidor de ciclos”, capaz de identificar oportunidades em momentos de baixa e realizar lucros em períodos de alta, consolidando sua posição entre os maiores bilionários do mundo. E mais: Bradesco e Volkswagen viram sócios em negócio de mobilidades. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; EBC; Fonte: BPMoney)

