O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, deixou os Estados Unidos apenas quatro dias antes de o governo americano anunciar a suspensão de vistos de entrada para membros da Corte.
Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, Barroso desembarcou nos EUA em 4 de julho e retornou ao Brasil na segunda-feira, dia 14. Não há informações sobre o motivo da viagem.
Nesta sexta-feira (18), o secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, comunicou por meio da rede social X que os vistos do ministro Alexandre de Moraes, de outros magistrados do STF e de seus familiares foram cancelados.
A medida tem aplicação imediata. Apenas os ministros Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques não foram incluídos na penalidade — o que confirma a inclusão de Barroso entre os alvos.
Em sua publicação, Rubio afirmou que o presidente Donald Trump deixou claro que sua administração “irá responsabilizar estrangeiros que promovem censura contra a liberdade de expressão protegida em território americano”.
O secretário foi categórico ao declarar: “A perseguição política conduzida por Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro gerou um ambiente de repressão tão amplo que, além de afetar direitos fundamentais no Brasil, já atinge cidadãos americanos”.
Ainda segundo Rubio, a decisão de revogar os vistos se estende aos “familiares imediatos” dos magistrados sancionados.
A reação dos EUA ocorre dias depois de Moraes impor uma série de restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de entrar em embaixadas e de manter contato com seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Nesta sexta-feira, Bolsonaro também foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal. (Foto: STF; Fonte: UOL; Pleno News)

