Bancos terão de cobrir R$ 32,5 bilhões no FGC após rombo ligado ao Master

direitaonline




Instituições financeiras que fazem parte do sistema bancário brasileiro decidiram antecipar cerca de R$ 32,5 bilhões em contribuições ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O objetivo é reforçar rapidamente o caixa da entidade após os pagamentos feitos a correntistas e investidores ligados ao Banco Master.

A medida prevê que os bancos adiantem contribuições ordinárias equivalentes a cinco anos de depósitos ao fundo — o que corresponde a 60 meses de pagamentos que seriam feitos gradualmente. O prazo definido para o repasse dos recursos é 25 de março.

A decisão foi aprovada pelo conselho de administração do FGC depois que o fundo precisou ser acionado para ressarcir clientes da instituição financeira, o que provocou um impacto expressivo nas reservas do mecanismo de proteção.

O FGC funciona como uma espécie de seguro para investidores e correntistas. Ele garante o ressarcimento de aplicações financeiras em situações como intervenção ou liquidação de bancos participantes do sistema.

De acordo com as regras atuais, a cobertura do fundo chega a até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira. Além disso, existe um limite global de R$ 1 milhão por cliente em um período de quatro anos.

O episódio envolvendo o Banco Master resultou no maior acionamento já registrado pelo fundo. Para honrar as garantias previstas, o FGC precisou desembolsar dezenas de bilhões de reais destinados aos clientes da instituição.

Com a antecipação das contribuições pelos bancos, a expectativa é recompor rapidamente a capacidade financeira do fundo. A medida busca garantir que o mecanismo continue apto a proteger depositantes e a contribuir para a estabilidade do sistema financeiro nacional.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada criada para proteger clientes do sistema financeiro em caso de problemas com bancos ou outras instituições financeiras.

Na prática, ele funciona como um seguro para quem tem dinheiro aplicado em bancos. Se uma instituição quebra, entra em liquidação ou sofre intervenção do Banco Central, o FGC garante a devolução de parte do dinheiro dos clientes.

Como funciona
O fundo é abastecido pelos próprios bancos. Todas as instituições financeiras associadas fazem contribuições periódicas para formar um caixa que será usado quando algum banco tiver problemas.

Quanto o FGC cobre
Atualmente, a proteção tem os seguintes limites:

Até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira

Limite total de R$ 1 milhão a cada quatro anos, considerando todos os bancos

Isso significa, por exemplo, que se uma pessoa tiver R$ 200 mil em um banco que quebra, o FGC cobre todo o valor. Mas se tiver R$ 400 mil, apenas R$ 250 mil serão garantidos.

Quais investimentos são cobertos

O FGC protege vários produtos bancários, como:

conta corrente

conta poupança

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

letras de câmbio

O que não é coberto

Alguns investimentos não têm garantia do FGC, como:

ações

fundos de investimento

criptomoedas

títulos públicos (Tesouro Direto)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Pedido de CPI para investigar Toffoli e Moraes é protocolado no Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPMI do crime organizado, apresentou no Senado um requerimento para a criação de uma nova CPI. A proposta tem como objetivo apurar eventuais conexões entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banco Master. No […]