O advogado Eduardo Kuntz, responsável pela defesa de Marcelo Câmara — ex-assessor de Jair Bolsonaro e um dos acusados no processo que apura o suposto ‘plano de golpe’ de Estado — relatou ter sido barrado ao tentar entrar no prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (2). A sessão julga pontos centrais da denúncia contra o grupo investigado.
Em entrevista à CNN, Kuntz afirmou que recorreu ao ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, e aguarda autorização para acompanhar não apenas a sessão de hoje, mas também as próximas etapas do julgamento.
No pedido encaminhado, destacou ter viajado de São Paulo exclusivamente para assistir à audiência e disse ter recebido a proibição com “absoluta surpresa”, já que até o momento havia participado de todos os atos processuais sem qualquer impedimento.
Antes de ser impedido, o advogado explicou à imprensa que buscava observar os debates e se preparar para a defesa de Câmara, que integra o chamado “núcleo 2” da ação penal.
“Eu espero um julgamento positivo, respeitando as garantias. Com análise dos processos, com a leitura de todos os depoimentos prestados, a expectativa é de confiança total no Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Segundo a investigação da Polícia Federal e a acusação da Procuradoria-Geral da República, Marcelo Câmara teria monitorado autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), antes da diplomação da chapa vencedora em 2022.
Ele está preso desde 18 de junho, após descumprir medidas cautelares impostas por Moraes, e é acusado ainda de tentar acessar informações sigilosas da delação do tenente-coronel Mauro Cid. (Foto: STF; Fonte: CNN)

