PF conclui que Flávio ‘caluniou’ Lula

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A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigava uma publicação do senador Flávio Bolsonaro e entendeu que houve prática de ‘calúnia’ contra Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório final foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (26/6), onde o caso seguirá para análise.

No documento, o delegado responsável pelo caso afirma de forma direta a caracterização do crime. “Resta claro o cometimento, pelo senador Flávio Nantes Bolsonaro, do crime tipificado no art. 138 c/c art. 141, inciso I e § 2° do Código Penal”, diz o trecho assinado pelo delegado Antônio Carlos Knoll, que conduziu as apurações. Veja ao fim da reportagem a publicação do Senador.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Federal também determinou o envio dos autos ao Supremo para que sejam tomadas as medidas que a Corte considerar cabíveis.

A investigação teve como base uma publicação feita por Flávio em uma rede social no dia 3 de janeiro, quando comentou a prisão do então presidente da Venezuela Nicolás Maduro, detido por autoridades dos Estados Unidos. Na postagem, o senador associou o episódio a Lula.

Na mensagem, Flávio escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…“, afirma.

Para os investigadores, o conteúdo da publicação estabeleceu uma ligação direta entre Lula e crimes graves, utilizando o contexto da prisão de Maduro como elemento de referência.

Segundo o entendimento da PF, a postagem sugere que o petista poderia ser citado em uma suposta delação, ao listar, na sequência, os crimes mencionados.

O relatório também destaca que, na avaliação do senador, os delitos atribuídos estariam implícitos no texto publicado, incluindo tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a organizações terroristas e regimes autoritários, além de alegações sobre fraudes eleitorais. E mais: Flávio participa da caminhada do ‘Divino Pai Eterno’ em Goiás. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)

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