Bancos podem se unir ao Governo para reverter classificação do PCC e CV nos EUA

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A decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o CV como organizações terroristas segue sendo analisada pelo sistema financeiro brasileiro, que ainda tenta mensurar os possíveis desdobramentos da medida. Por se tratar de uma iniciativa sem precedentes e de alcance amplo, o mercado avalia que ainda há muitas incertezas sobre seus efeitos práticos.

Diferentemente das sanções aplicadas anteriormente a Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, a nova classificação pode gerar consequências mais complexas para instituições financeiras, na visão das instituições.




Segundo reportagem do jornal Valor, a principal expectativa é que o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgue uma relação oficial das pessoas consideradas integrantes das facções. Segundo fontes do mercado, uma lista desse tipo permitiria aos bancos identificar com maior precisão eventuais vínculos financeiros e adequar seus mecanismos de controle e conformidade.

Experiência semelhante ocorreu no México após grupos criminosos serem enquadrados como organizações terroristas pelas autoridades americanas. Caso Washington não publique essa relação, uma alternativa considerada seria a elaboração de um cadastro oficial por parte do governo brasileiro.




Enquanto aguardam novas orientações das autoridades americanas, os bancos continuam avaliando cenários e possíveis impactos sobre operações financeiras e fluxos de investimentos. O setor monitora especialmente a possibilidade de que a medida supostamente afete a ‘percepção internacional’ sobre o ambiente de negócios brasileiro, apesar da criminalidade crônica brasileira não ser segredo em lugar nenhum no mndo.

De acordo com o Valor, caso sejam constatados efeitos significativos sobre a movimentação de capitais ou sobre a economia nacional, não está descartada uma articulação conjunta entre instituições financeiras e o governo Lula para buscar uma ‘revisão da classificação‘ junto às autoridades dos Estados Unidos. E mais: Wagner Moura aciona Silas Malafaia na Justiça. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Valor)

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