A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a operação Sem Refino, voltada à apuração de um suposto esquema financeiro e societário ligado ao setor de combustíveis.
A investigação envolve suspeitas de ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e envio irregular de recursos para o exterior. Entre os alvos da ação está o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
De acordo com informações divulgadas pelo g1, agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão no condomínio onde Castro reside, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
A decisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O ex-governador acompanhou a ação ao lado de seus advogados.
Ao todo, foram executados 17 mandados de busca e apreensão e determinadas sete medidas de afastamento de funções públicas em endereços no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.
Segundo a PF, os investigadores apuram possíveis irregularidades fiscais, ocultação de patrimônio e inconsistências envolvendo a operação de uma refinaria ligada ao grupo investigado.
Ainda segundo o g1, a principal empresa no centro das investigações é a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. O empresário Ricardo Magro, controlador do grupo, também foi alvo da operação.
A Polícia Federal solicitou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar foragidos internacionais. Também foram citados na operação o desembargador afastado Guaraci Vianna e o ex-procurador Renan Saad.
A Justiça autorizou ainda o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
Ricardo Magro assumiu o controle da refinaria fluminense em 2008. Antes disso, já atuava no mercado de combustíveis por meio da rede de postos Tigrão.
A empresa passou a ser conhecida por órgãos fazendários estaduais como uma “devedora contumaz”, expressão usada para companhias que acumulam repetidas inadimplências tributárias.
Sob a atual gestão, a Refit já foi alvo de outras operações policiais e chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis em setembro e outubro do ano passado.
As investigações envolvendo o grupo remontam a 2010, quando a antiga Refinaria de Manguinhos passou a ser investigada por suspeitas de integrar um esquema conhecido como máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro.
A apuração indicava possível manobra tributária para importar gasolina sem recolhimento de impostos e revendê-la a distribuidoras.
Mais recentemente, em 2025, a empresa também entrou na mira da operação Carbono Oculto, que investigava suposto fornecimento de combustíveis para distribuidoras associadas ao Primeiro Comando da Capital.
Em novembro do mesmo ano, voltou a ser alvo da operação Poço Lobato, que apurava suspeitas de sonegação fiscal, fraude estruturada e ocultação de patrimônio com prejuízo estimado em mais de R$ 26 bilhões aos cofres públicos. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)
🚨AGORA – Agentes da PF acabam de deixar a casa de Cláudio Castro carregando malotes, após cumprirem mandado de busca e apreensão no âmbito da “Operação Sem Refino” pic.twitter.com/YBHArg9qbC
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) May 15, 2026

