Fragmento de foguete da SpaceX pode colidir com a Lua 8.700 km/h; Saiba detalhes

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Um estágio de foguete da SpaceX que ficou à deriva no espaço após uma missão lunar no início de 2025 pode se chocar com a Lua no segundo semestre deste ano.

A previsão foi feita pelo astrônomo Bill Gray, especialista em monitoramento de objetos próximos à Terra e desenvolvedor do software Project Pluto.

Segundo o relatório, o fragmento — um estágio superior de 13,8 metros de um Falcon 9 — deve atingir a superfície lunar em 5 de agosto, por volta das 2h44 no horário de Brasília.

O ponto estimado de impacto fica nas proximidades da cratera Einstein, na região de transição entre o lado visível e o lado oculto da Lua.

Apesar da previsão, Gray afirma que não há risco para missões espaciais nem impacto relevante para a própria Lua.

O objeto faz parte de um foguete lançado para transportar duas missões lunares privadas: o módulo Blue Ghost, da Firefly Aerospace, que pousou com sucesso em março, e o Hakuto-R, da japonesa ispace, que perdeu contato e caiu na Lua em junho de 2025.

Desde então, o estágio permaneceu em órbita, sendo monitorado mais de mil vezes por observatórios astronômicos. Esses dados permitiram estimar com mais precisão sua trajetória.

Gray explica que o movimento desse tipo de detrito espacial segue padrões relativamente previsíveis, guiados principalmente pela gravidade da Terra, da Lua e do Sol, com pequenas variações causadas pela radiação solar.

Mesmo que o impacto ocorra como previsto, o evento não deve ser visível da Terra, nem mesmo com telescópios potentes. Ainda assim, pode gerar uma nova cratera, que poderá ser estudada posteriormente por cientistas.

A estimativa é de que o fragmento atinja a Lua a cerca de 8.700 km/h, velocidade aproximadamente sete vezes superior à do som na Terra. O interesse científico, segundo o pesquisador, está justamente na análise da marca deixada na superfície lunar.

Gray já havia feito previsões semelhantes no passado, incluindo a queda de outro fragmento lunar em 2022, com alta precisão de horário e localização.

O relatório atual ainda não passou por revisão em revista científica, embora o astrônomo tenha solicitado análise de outros especialistas. (Foto: reprodução; Fonte: O Globo)

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