Estudantes da USP entram em greve ao lado de professores

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A greve estudantil na Universidade de São Paulo ganhou força nesta quarta-feira (15) após uma assembleia geral no campus Butantã aprovar a paralisação por tempo indeterminado.

Convocado pelo DCE Alexandre Vannucchi Leme, o encontro decidiu apoiar o movimento já iniciado pelos funcionários técnico-administrativos.

A mobilização ocorre em meio a reivindicações por melhores salários e críticas a medidas internas consideradas ‘desiguais’.

Com a entrada dos estudantes, a pressão sobre a administração da universidade se intensifica, embora a adesão ainda dependa de deliberações específicas em cada curso e unidade nos próximos dias.

Algumas áreas já confirmaram participação no movimento, como Química, Arquitetura e Urbanismo, Design, História e o Instituto de Geociências.

Entre as principais demandas dos estudantes estão melhorias nos restaurantes universitários — os chamados bandejões — e o aumento do auxílio do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, que eles defendem ser equiparado a um salário mínimo paulista.

A origem da crise está ligada à criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace), benefício de R$ 4.500 mensais destinado exclusivamente a docentes.

A medida foi vista por servidores como um fator de desigualdade interna e acabou impulsionando a paralisação da categoria.

A bonificação foi aprovada pelo Conselho Universitário no fim de março e prevê impacto anual de R$ 238,44 milhões. O pagamento adicional pode representar um aumento de cerca de 27,5% nos vencimentos de professores, cujo salário inicial gira em torno de R$ 16,3 mil.

A iniciativa já vinha sendo discutida há anos e foi uma das promessas de campanha do reitor Aluisio Segurado.

Diante da greve, a reitoria apresentou uma proposta para estender uma gratificação também aos demais funcionários.

Em negociação com o Sintusp, a ideia é distribuir um valor equivalente ao destinado aos docentes entre cerca de 12 mil servidores, o que resultaria em aproximadamente R$ 1.600 mensais para cada um.

O benefício seria pago pelo mesmo período previsto para os professores — inicialmente dois anos, com possibilidade de prorrogação — e começaria a vigorar a partir de 2027. O sindicato deve avaliar a proposta em assembleia marcada para a próxima semana.

Enquanto isso, o cenário na USP segue indefinido, com a possibilidade de ampliação da greve à medida que mais cursos deliberem sobre a adesão ao movimento. E mais: os melhores restaurantes em São Paulo para conhecer. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP; Agenda do Poder)

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