Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), o influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, durante uma operação realizada em Goiânia.
A ação investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais.
Além dele, também foram detidos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, assim como o influenciador Chrys Dias e outros produtores de conteúdo digital.
Raphael, que administra um perfil de notícias e entretenimento com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram, também foi alvo de mandados de busca e apreensão.
De acordo com registros da Receita Federal, ele é sócio-administrador de duas empresas ligadas à página, ambas sediadas em Goiânia, fundadas em 2019 e 2021.
Segundo a defesa, representada pelo advogado Frederico Moreira, o influenciador estava sendo ouvido na sede da Polícia Federal na capital goiana, com posicionamento previsto ao longo do dia.
As investigações apontam que o grupo utilizava uma estrutura complexa para ‘ocultar’ e ‘dissimular valores’, incluindo movimentações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e uso de criptoativos.
A operação mobiliza mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Os agentes também localizaram armas e um colar com a imagem do narcotraficante Pablo Escobar inserida em um mapa do estado de São Paulo.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Decisão da Justiça Federal aponta que Raphael Sousa Oliveira teria atuado como “operador de mídia” da organização, recebendo valores elevados para ‘produzir’ e ‘divulgar’ conteúdos favoráveis a integrantes do esquema.
Entre os principais investigados está MC Ryan SP, apontado como líder e beneficiário econômico do grupo.
Segundo a apuração, ele teria utilizado empresas do setor musical e de entretenimento para misturar receitas legais com recursos provenientes de atividades ilícitas, como apostas ilegais e rifas digitais.
Outros nomes citados incluem Tiago de Oliveira, descrito como braço-direito do cantor e responsável pela gestão financeira, e José Ricardo dos Santos, que atuaria na área operacional, especialmente em estratégias de marketing e circulação de recursos. (Foto: redes sociais; Fonte: G1)

