Investigar Lewandowski pelo caso do Banco Master? TCU toma decisão

direitaonline




A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o arquivamento do pedido de investigação sobre o contrato firmado entre o escritório ligado à família do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e o Banco Master.

O parecer, concluído no último dia 6 e revelado pela Folha de S.Paulo, conclui que não há elementos suficientes que indiquem irregularidade ou ilegalidade dentro da competência do tribunal.

A representação havia sido apresentada por parlamentares da oposição, que questionavam possíveis irregularidades no vínculo entre o banco e o escritório.

No entanto, os auditores entenderam que os valores envolvidos têm natureza privada, o que afasta, em princípio, a atuação do TCU por inexistência de dano ao erário.

No documento, a equipe técnica reconhece que poderia haver discussão sobre eventual conflito de interesses, mas ressalta que esse tipo de análise não cabe diretamente ao tribunal de contas.

Segundo os auditores, a apuração deve ser conduzida por órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Comissão de Ética Pública da Presidência.

“A mera existência de situação que potencialmente se enquadra como conflito de interesses não enseja, por si só, a atuação do TCU, não havendo um arraste automático da competência desta corte”, diz o parecer.

Os técnicos também destacaram que, para haver atuação do TCU, seria necessário demonstrar impacto direto sobre a administração pública, o que não foi comprovado no caso analisado.

“No caso em exame, embora a conduta narrada seja, em tese, apurável, não foram apresentados elementos que evidenciem a existência de ato de gestão específico influenciado pelo alegado vínculo privado”, aponta o documento.

A recomendação ainda depende de validação do relator, o ministro Augusto Nardes, e posterior análise do plenário da Corte.

Segundo as informações, o escritório Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões do Banco Master entre 2023 e 2025, período que inclui a passagem de Lewandowski pelo Ministério da Justiça no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, a defesa do ex-ministro afirmou que ele deixou o escritório e suspendeu seu registro na OAB antes de assumir o cargo no governo, conforme exige a legislação.

Já a defesa do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, sustenta que a contratação seguiu critérios técnicos e legais.

Vorcaro chegou a ser preso em 2025 durante uma operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes financeiras, mas foi posteriormente liberado mediante monitoramento eletrônico. E mais: Lula revela que deu palpite a Ancelotti se Neymar deveria ir à Copa. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Senado; Fonte: Folha de SP)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

EUA divulgam registro de prisão de Alexandre Ramagem na Flórida

O governo dos Estados Unidos tornou pública, nesta terça-feira (14/4), a imagem do ex-deputado federal Alexandre Ramagem após sua detenção em território americano. O registro consta no sistema oficial do estado da Flórida e mostra o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já sob custódia das autoridades locais. De […]