A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social decidiu, na madrugada deste sábado (28), rejeitar o relatório final que propunha o indiciamento de Lulinha e de outras 215 pessoas investigadas por supostas fraudes no órgão.
Com isso, os trabalhos da comissão foram encerrados sem encaminhamentos ao Ministério Público.
O parecer, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi derrotado por 19 votos contrários e 12 favoráveis.
Votaram contra o relatório os parlamentares Soraya Thronicke (Podemos-MS), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Jaques Wagner (PT-BA), Eliziane Gama (PSD-MA), Humberto Costa (PT-PE), Jussara Lima (PSD-PI), Rogério Carvalho (PT-SE), Augusta Brito (PT-CE), Teresa Leitão (PT-PE), Meire Serafim (União Brasil-AC), Átila Lira (PP-PI), Orlando Silva (PCdoB-SP), Rogério Correia (PT-MG), Ricardo Ayres (Republicanos-TO), Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Neto Carletto (PP-BA) e Dorinaldo Malafaia (PDT-AP).
Já os votos favoráveis ao relatório vieram de Magno Malta (PL-ES), Marcio Bittar (PL-AC), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (Republicanos-DF), Coronel Fernanda (PL-MT), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Marcel Van Hattem (Novo-RS), o próprio Alfredo Gaspar (PL-AL), Adriana Ventura (Novo-SP) e Bia Kicis (PL-DF).
Nos bastidores, a rejeição foi atribuída à articulação política conduzida pelo Palácio do Planalto, que atuou para garantir o alinhamento de partidos como PT, PSD e legendas do chamado centrão, incluindo PP e Republicanos.
Parlamentares governistas criticaram o conteúdo do documento, classificando-o como inconsistente e com viés político.
O relatório original apontava suspeitas de tráfico de influência, irregularidades em contratos no INSS e sugeria o indiciamento de dois ex-ministros da Previdência.
Ainda assim, com a derrubada do texto, a comissão foi encerrada sem recomendações formais de responsabilização, esvaziando o resultado prático das investigações conduzidas ao longo dos trabalhos. (Foto: EBC; Fonte: Poder360)

