Após Venezuela, Trump dá ultimato a Cuba e sugere nome de novo presidente

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Após a Venezuela, o governo de Cuba voltou a ser alvo de duras ameaças do presidente norte‑americano Donald Trump.

Desta vez, ele afirmou que o país caribenho deve negociar com Washington — caso contrário, não terá mais “petróleo e dinheiro”. (continua)

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Em uma publicação na rede social Truth Social divulgada nesse domingo (11/1), Trump disse que Cuba durante anos viveu com “grandes quantidades” de petróleo e dinheiro venezuelano em troca de serviços de segurança para os ex‑presidentes Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

O presidente americano ligou o fim desse arranjo à recente captura de Maduro pelas forças dos EUA, ocorrida na madrugada de 3 de janeiro, e à nova relação entre Washington e Caracas sob governo interino de Delcy Rodríguez, um cenário que, segundo Trump, mudou completamente.

“A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, as forças armadas mais poderosas do mundo (de longe!), para protegê‑la, e nós a protegeremos. NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO PARA CUBA – ZERO! Sugiro fortemente que façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”, escreveu Trump no post, em tom de ultimato.

A aliança estratégica entre Cuba e Venezuela, que por décadas buscou mitigar os efeitos das sanções norte‑americanas, agora enfrenta incertezas profundas com a queda de Maduro e a retirada do apoio energético essencial.



Em outra publicação, Trump compartilhou um comentário de usuário do X no qual se dizia que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, seria o próximo presidente de Cuba — comentário que ele endossou com a frase: “Parece‑me ótimo!”.

Filho de cubanos, Rubio é conhecido por sua postura dura contra o governo cubano e outras administrações de esquerda na América Latina, intensificando a pressão política sobre Havana.

Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz‑Canel rebateu que tais falas refletem a “raiva” do governo americano diante da “decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”.



“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos. Cuba não ataca; ela é atacada pelos EUA há 66 anos, e não ameaça; ela se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue”, escreveu Canel.

A pressão dos EUA ocorre em meio a um cenário de destruição econômica em Cuba, com escassez de combustível e dificuldades de importação após o corte de fornecimento venezuelano — que era crucial para o abastecimento energético da ilha.

O confronto diplomático marca um dos momentos mais tensos nas relações entre Havana e Washington em décadas, abrindo caminho para possíveis reconfigurações geopolíticas na região. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)

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