Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal preste esclarecimentos, no prazo de cinco dias, sobre as reclamações feitas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito das condições do local onde ele está detido.
A manifestação do magistrado ocorre após os advogados de Bolsonaro relatarem ao STF problemas relacionados ao ar-condicionado instalado nas proximidades da sala ocupada pelo ex-presidente na Superintendência da PF, em Brasília. Segundo a defesa, o equipamento produz um barulho contínuo, o que estaria prejudicando o descanso do custodiado.
No pedido encaminhado à Corte, os advogados afirmam que o ruído constante cria um ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à preservação das condições físicas e psicológicas de Bolsonaro. Eles destacam ainda que o aparelho está posicionado ao lado de uma janela sem vedação adequada, o que agravaria o problema. (continua)
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(segue) A defesa sustenta que a situação vai além de um simples incômodo e caracteriza uma perturbação contínua, com potencial impacto à saúde e à integridade do ex-presidente. Diante disso, solicitou que o espaço seja adaptado ou que haja alguma forma de isolamento acústico.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro, na Superintendência da Polícia Federal na capital federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.
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