Opositora de Maduro se manifesta e sugere sucessor na Venezuela

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A líder da oposição venezuelana María Corina Machado declarou neste sábado (3) que a Venezuela vive um momento decisivo de sua história política e afirmou que “chegou a hora da liberdade”. Em mensagens divulgadas nas redes sociais e em comunicado oficial, ela defendeu o início imediato de uma transição democrática, a libertação de presos políticos e o retorno de exilados ao país.

Segundo Machado, a soberania popular deve finalmente prevalecer após anos de repressão e contestação eleitoral. A dirigente oposicionista também afirmou que Nicolás Maduro enfrenta a Justiça internacional por crimes cometidos contra venezuelanos e cidadãos estrangeiros, destacando que, após a recusa do líder chavista em aceitar uma solução negociada, os Estados Unidos decidiram agir. De acordo com sua declaração, Washington teria cumprido a promessa de “fazer cumprir a lei”.

Ao comentar o novo cenário político, Machado reconheceu Edmundo González Urrutia como o presidente legítimo da Venezuela e o apontou como comandante das Forças Armadas, com base no resultado das eleições de 28 de julho, cujo desfecho foi contestado pela oposição. Ela fez um apelo direto aos venezuelanos que vivem dentro e fora do país para que permaneçam atentos e mobilizados diante da possibilidade de uma transição democrática. (continua)

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(segue) No mesmo dia em que Nicolás Maduro foi capturado durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas, María Corina Machado voltou a se manifestar publicamente e defendeu que González assuma o comando do país de forma imediata. Esta foi a primeira declaração da líder oposicionista após a prisão do chefe do regime chavista.

Em seu comunicado, Machado afirmou que a oposição está preparada para agir politicamente e institucionalmente. “Esta é a hora dos cidadãos que elegeram Edmundo González Urrutia como legítimo presidente da Venezuela. Ele deve assumir de forma imediata seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante-chefe das Forças Armadas por todos os oficiais e soldados”, afirmou a dirigente oposicionista.

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Ela também declarou que o grupo opositor está pronto para “fazer valer o mandato popular e tomar o poder”, ressaltando que a mudança deve ocorrer de maneira organizada e com respaldo da população venezuelana.

De acordo com informações divulgadas neste sábado, a operação americana que resultou na captura de Maduro ocorreu após meses de especulações e movimentações militares nas proximidades da costa venezuelana. Durante a ofensiva, alvos estratégicos em Caracas teriam sido atingidos, culminando na prisão de Maduro e de sua esposa, que foram levados aos Estados Unidos.




Edmundo González Urrutia foi o nome escolhido pela oposição para disputar as eleições presidenciais de 2024 após María Corina Machado ser impedida de concorrer por decisão da Justiça venezuelana. Na ocasião, o governo declarou a vitória de Maduro, mas a oposição contestou o resultado, afirmando ter acesso a atas eleitorais que indicariam maioria dos votos a favor de González.

Para aliados de Machado, a captura de Maduro e o reconhecimento internacional de González abrem caminho para uma reconfiguração profunda do poder na Venezuela, encerrando um longo período de instabilidade política, acusações de fraude eleitoral e denúncias de violações de direitos humanos.

 

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