Lançado no governo Bolsonaro, Pix faz 5 anos e vira preferência nacional

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Ao completar cinco anos em operação, o Pix mantém sua trajetória de liderança nacional e comemora mais um ciclo como o método de pagamento favorito dos brasileiros. A ferramenta foi lançada em 16 de novembro de 2020, no governo Bolsonaro.

Apenas nos seis primeiros meses de 2025, o sistema registrou movimentações que ultrapassaram R$ 15,8 trilhões, valor superior à soma de boleto, convênios, cheques e cartões de todas as modalidades.

Embora o modelo tenha se tornado realidade durante a administração de Roberto Campos Neto no Banco Central, os primeiros esforços para desenvolver um sistema de pagamentos instantâneos começaram ainda na gestão de Ilan Goldfajn, que esteve à frente da instituição entre 9 de junho de 2016 e 28 de fevereiro de 2019.




A iniciativa foi incorporada à Agenda BC+, apresentada oficialmente em dezembro de 2016, que destacava entre suas metas a construção de um ambiente financeiro nacional “mais eficiente”. A proposta visava aumentar a competição entre prestadores de serviço e gerar uma oferta mais ampla, com custos reduzidos ao usuário final.

A curva de crescimento do Pix foi meteórica: em 2021, primeiro ano após o lançamento, foram contabilizadas 9,4 bilhões de operações; já em 2024, esse número alcançou mais de 63 bilhões. Somente nos três primeiros meses de 2025, foram registradas quase 40 milhões de transações.




Desde o início da plataforma, o sistema já movimentou mais de R$ 60 trilhões, segundo levantamentos oficiais — valor que pode ser ainda maior, já que o Banco Central divulga dados apenas entre novembro de 2023 e outubro de 2025, deixando de fora registros anteriores.

A comparação com outros meios reforça a dominância do Pix. O segundo colocado, o cartão de crédito, acumulou 10,6 milhões de transações no primeiro semestre de 2025 — uma diferença de 250% em relação ao líder. C

artões de débito e pré-pago registraram 8 milhões e 6,3 milhões, respectivamente, no mesmo período. No segundo trimestre de 2025, o Pix passou a responder por 51,2% de todas as transações do país, seguido por crédito (14,2%) e débito (10,6%).




Ainda que seja o mais popular, o Pix não é o instrumento que mais movimenta dinheiro em uma única modalidade. A TED segue liderando o volume financeiro, com R$ 11,4 trilhões no primeiro trimestre de 2025, contra R$ 8,4 trilhões movimentados pelo Pix no mesmo intervalo.

Extra:
– O Pix funciona 24 horas por dia, inclusive fins de semana e feriados, com compensação praticamente imediata, o que o diferencia de métodos que dependem do expediente bancário.

– As operações podem ser realizadas gratuitamente para pessoas físicas, utilizando chaves cadastradas como CPF, número de celular, e-mail ou chave aleatória, o que dispensa o uso de dados bancários completos.

– Além de transferências entre pessoas, o Pix possibilita pagamentos por QR Code, compras online, cobranças recorrentes e, nos últimos anos, passou a incluir modalidades como Pix parcelado e Pix automático, ampliando a competitividade frente aos cartões. (Foto: EBC; Fonte: Poder360)

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