Governo Lula acende sinal de alerta após acordo entre Trump e Milei

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O acordo de comércio e investimentos entre Estados Unidos e Argentina, anunciado na quinta-feira (13), inclui veículos automotores na lista de setores em que produtos americanos terão “acesso preferencial” ao mercado argentino, segundo informações do USTR (Escritório de Representação Comercial da Casa Branca).

Conforme a publicação da CNN Brasil, na linguagem diplomática, acesso preferencial significa tarifas de importação menores.

Os veículos automotores — carros e utilitários — têm atualmente uma TEC (Tarifa Externa Comum) de 35%, que representa o nível mais alto de proteção contra concorrentes importados no Mercosul.




O acordo, contudo, foi divulgado sem detalhes sobre as concessões específicas de cada lado, trazendo apenas princípios gerais e os setores contemplados.

Na avaliação de autoridades brasileiras, há preocupação sobre como o acesso preferencial será implementado na prática. Um especialista em comércio do governo explicou que “os sócios do Mercosul têm direito a uma lista de exceções à TEC — 150 ao todo, no caso de Brasil e Argentina.

Ao incluir determinado produto nessa relação, pode-se aplicar uma tarifa maior ou menor, mas sem seguir os demais países do bloco”.




Segundo a análise oficial, a Argentina poderia reduzir tarifas sobre carros americanos usando essa lista de exceções sem infringir regras do Mercosul. No entanto, há riscos comerciais, especialmente porque veículos e autopeças representaram mais de 40% de todas as exportações brasileiras para a Argentina nos nove primeiros meses de 2025.

Além disso, uma autoridade brasileira destacou que será necessário compreender junto às montadoras instaladas no país quais tipos de veículos poderiam ser exportados pelos Estados Unidos e como isso impactaria a indústria nacional.




“Dependendo da configuração e do porte dos veículos, não havendo coincidência com o tipo de carro fabricado no Brasil, o impacto pode ser minimizado. Mesmo assim, o barateamento dos americanos no mercado argentino teria reflexos potenciais”, afirmou.

Por ora, trata-se de uma preocupação preliminar, já que nem o USTR nem o governo argentino, sob liderança de Javier Milei, divulgaram detalhes específicos sobre tarifas ou concessões. (Foto: reprodução; Fonte: CNN)

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