IBGE erra ‘signo’ da maioria dos brasileiros em plataforma de nomes

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Desde 6 de novembro, usuários que consultam nomes na plataforma Nomes no Brasil, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), não conseguem mais acessar informações sobre qual é o signo astrológico ou o horóscopo chinês mais frequente para cada nome.

Acontece que dado, considerado ‘exótico’ para uma publicação oficial do IBGE, foi retirado do ar após questionamento da BBC News Brasil.

Para a grande maioria dos nomes, a plataforma indicava Aquário como ‘signo’ mais comum, o que levantou suspeitas, já que pessoas desse signo nascem entre o final de janeiro e o começo de fevereiro, período historicamente de baixo número de nascimentos no país, segundo dados do próprio IBGE. (continua)




O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou que um lote extra do abono salarial PIS/Pasep será liberado neste sábado (15), contemplando 152,4 mil trabalhadores que ainda não realizaram o saque neste ano. Saiba mais!

(segue) Na segunda-feira (10), o instituto confirmou o erro: “De acordo com a equipe técnica, houve de fato um erro de cálculo nos signos apresentados no site Nomes no Brasil. A informação foi retirada do ar e, quando os cálculos forem refeitos e revisados, serão disponibilizados novamente”, informou o IBGE.

Questionado sobre a inclusão de signos em uma plataforma estatística oficial, o instituto respondeu que foi feito “por mera curiosidade, para adicionar um pouco de leveza e ludicidade ao site”.




O site Nomes do Brasil foi lançado em 4 de novembro, e permite consultar a ocorrência de nomes e sobrenomes, período de nascimento, concentração geográfica e idade mediana, com base nos dados do Censo de 2022. Trata-se da segunda edição da ferramenta, lançada inicialmente com dados do Censo de 2010.

A divulgação dos dados de 2022 já havia sido marcada por outro erro, e a inclusão de signos chamou atenção de especialistas. Wasmália Bivar, ex-presidente do IBGE (2011-2016), criticou o uso de recursos para esse tipo de dado:

“Me choca muito, justamente em função da falta de recursos humanos, que o IBGE agora esteja gastando recursos – os parcos recursos que tem – para fazer coisas lúdicas. O IBGE tem que fazer o seu trabalho, não é animador de programa de auditório. O IBGE é uma instituição séria. É a imagem institucional do IBGE que acaba ficando comprometida por decisões assim. A existência do IBGE não pode ser comprometida com uma coisa assim tão – desculpe a palavra – leviana”, disse ela à BBC.




A instituição, sob o comando de Marcio Pochmann, indicado por Lula, também vem sendo criticado pelos seus ‘mapas invertidos’. O primeiro foi o que colocava a América do Sul ao centro, depois veio um mapa de ponta-cabeça (em relação aos mapas reconhecidos no mundo todo) e, por fim, o que coloca Belém no centro do mundo.

Desde o lançamento da plataforma de nomes, usuários notaram a inconsistência: a plataforma indicava Aquário como signo predominante para quase todos os nomes pesquisados.




Segundo levantamento da BBC News Brasil, dos dez nomes femininos mais comuns, nove constavam como aquário, sendo Antônia (Gêmeos) a única exceção.

Entre os homens, sete dos dez nomes mais comuns apareciam sob o signo de aquário. As exceções – João (Câncer), Antônio (Gêmeos) e Pedro (Câncer) – coincidem com datas de santos, quando muitos nascimentos recebem os nomes correspondentes. Clique AQUI para ver a plataforma. (Foto: divulgação; Fonte: Folha de SP)

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