Um sistema de prevenção de colisões evitou um cidente entre dois aviões comerciais que cruzavam o Oceano Atlântico na madrugada de 10 de julho. O episódio envolveu um Airbus da Iberia, que havia decolado de Recife com destino a Madri, e um Boeing da Air Europa, que fazia o trajeto entre Madri e o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
O caso foi divulgado nesta sexta-feira (17) pelo portal especializado The Aviation Herald e está sendo investigado pela Comissão de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação Civil da Espanha (CIAIAC).
Segundo as informações publicadas, as duas aeronaves voavam em sentidos opostos pela mesma aerovia, nas proximidades da costa do Saara Ocidental, quando o Sistema Anticolisão de Bordo (TCAS, na sigla em inglês) detectou risco de aproximação.
De acordo com o relatório, ambos os aviões haviam sido autorizados a permanecer no mesmo nível de voo. Por volta das 1h22 UTC, o sistema emitiu alertas simultâneos nas cabines dos pilotos. O Airbus A321 da Iberia recebeu a instrução automática para descer, enquanto o Boeing 787-9 da Air Europa foi orientado a subir, reduzindo imediatamente o risco de colisão.
Em nota reproduzida pelo The Aviation Herald, a comissão espanhola informou que o Airbus desceu cerca de 500 pés até receber a orientação para estabilizar o voo. Já o Boeing subiu aproximadamente 400 pés antes de o sistema informar que o conflito havia sido resolvido.
Após a manobra, as duas aeronaves seguiram normalmente para seus destinos. O voo da Iberia pousou em Madri, enquanto o da Air Europa continuou até São Paulo, sem registro de feridos, danos às aeronaves ou outras ocorrências durante o restante da viagem.
O caso permanece sob investigação das autoridades espanholas, que deverão apurar por que os dois aviões foram autorizados a permanecer no mesmo nível de voo em uma rota utilizada simultaneamente por aeronaves em direções opostas.

