(A informação inicial dizia ‘nora de Lula’. Mas trata-se da ‘ex-nora’ de Lula. O texto foi corrigido às 8h42 de 13/11/2025).
A Polícia Federal cumpriu na manhã dessa quarta-feira (12) um mandado de busca e apreensão contra Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da Operação Coffee Break, que investiga um esquema de fraudes em licitações públicas. Houve pouca repercussão da informação na grande mídia.
A ação foi autorizada pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP) e contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar de São Paulo.
Carla, que foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho de Marisa Letícia e adotado por Lula, é apontada pela PF como integrante do núcleo político da organização criminosa, com a função de lobista e intermediária entre a empresa Life Tecnologia Educacional e órgãos públicos federais e municipais. (continua)
Os brasileiros recuperaram R$ 455,68 milhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro apenas em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC). Desde que o Sistema de Valores a Receber (SVR) foi lançado, já foram devolvidos R$ 12,22 bilhões a correntistas, embora ainda restem R$ 9,73 bilhões disponíveis para saque. Saiba mais!
Segundo os investigadores, ela teria atuado especialmente junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a prefeituras paulistas.
De acordo com o inquérito, a empresa Life Tecnologia Educacional recebeu cerca de R$ 70 milhões em contratos de fornecimento de kits e livros didáticos a municípios de São Paulo.
As apurações indicam superfaturamento e desvio de recursos, que teriam sido encaminhados a empresas de fachada, conforme informações confirmadas pelo Estadão e pelo UOL.
Além de Carla, a operação também envolve Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha) na Gamecorp, investigada na Lava Jato. Segundo a PF, tanto Carla quanto Kalil foram contratados pela Life para intermediar contratos e facilitar negócios no governo federal. O empresário André Mariano, dono da Life, foi preso durante a ação desta quarta-feira.
Em relatório anexado à decisão judicial, a PF afirma que Carla viajou a Brasília pelo menos duas vezes com despesas custeadas por Mariano. O documento aponta que ela defendia interesses privados da empresa junto a órgãos públicos, buscando acesso a recursos e contratos.
O juiz responsável pelo caso destacou também indícios de que Kalil Bittar teria recebido uma “mesada” de Mariano, paga em parte por meio da conta da companheira de Kalil, em troca de influência em ministérios e estados governados pelo PT.
Segundo a decisão, “as evidências demonstram que Carla parece ter, ou alega ter, influência em decisões do governo federal, notadamente no FNDE, bem como nos municípios de Mauá, Diadema e Campinas”.
A PF acrescenta que Kalil Bittar teria papel central no sucesso empresarial da Life, atuando ativamente na prospecção de negócios e na intermediação de contratos públicos.

