A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou repúdio à megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, contra o tráfico de drogas.
“Estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que, segundo relatos, já resultou na morte de mais de 60 pessoas, incluindo 4 policiais”, afirmou o Conselho de Direitos Humanos da ONU em publicação na rede X (antigo Twitter).
De acordo com o órgão, a ação “reforça a tendência de consequências extremamente violentas das operações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil”.(…)
Finanças e Economia
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(…) A entidade ainda declarou: “Relembramos às autoridades suas obrigações perante o direito internacional dos direitos humanos e instamos a realização de investigações rápidas e eficazes”.
— ?? Sophia Nomikos (@NomikosSophia) October 29, 2025
Imprensa internacional
A megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, repercutiu em diversos veículos de imprensa ao redor do mundo.
De acordo com as autoridades, a ação deixou 64 mortos — entre eles, quatro policiais — e resultou na prisão de 81 pessoas. Trata-se da operação mais letal já registrada na história do estado, segundo dados oficiais.
Jornais e agências internacionais descreveram a situação na capital fluminense como um verdadeiro cenário de guerra.
O The Guardian, do Reino Unido, afirmou que o Rio “está em guerra” após a ofensiva contra uma das facções mais poderosas do país. Já o português Público destacou o uso de drones pelos criminosos para lançar explosivos contra as forças de segurança.
A rádio francesa RFI relatou o confronto com policiais fortemente armados e lembrou os altos índices de violência na cidade. A agência Reuters ressaltou que a operação ocorre poucos dias antes de eventos que antecedem a COP30.
O espanhol El País noticiou que cerca de 2.500 policiais foram mobilizados e que houve intensos tiroteios durante a ação.
Na Argentina, o Clarín descreveu as “cenas de guerra” no Rio e relembrou o histórico de confrontos do CV no estado, enquanto o La Nación enfatizou o uso de blindados, helicópteros e drones para conter a organização criminosa. (Foto: PixaBay; Fonte: Poder360; G1)

