A fabricante de armas Taurus, sediada no Rio Grande do Sul, decidiu deslocar parte de sua operação para os Estados Unidos após ser atingida pela tarifa extra de 50% imposta pelos EUA sobre o setor.
O grupo de produtos taxados inclui armas de fogo, o que levou a companhia a antecipar embarques de peças — especialmente carregadores — antes de a nova alíquota entrar em vigor.
Com a taxa já aplicada, a empresa optou por uma mudança estratégica. “A companhia acaba de tomar a decisão de começar a transferir para a sua unidade nos Estados Unidos as linhas de montagem (não a fabricação) das armas da família G, principal linha de produto da marca”, afirmou o CEO da Taurus, Salesio Nuhs, em nota ao Estadão.
A partir de setembro, a unidade americana deverá montar cerca de 900 armas por dia, de um total de 2.100 atualmente produzidas no Brasil e destinadas ao mercado dos EUA. Segundo Nuhs, “todas essas importantes medidas, assim como possíveis outras, manterão a empresa geradora de resultado, EBITDA e de caixa”.
A antecipação das vendas garantiu à Taurus cerca de 90 dias de estoque, permitindo um período de adaptação. Em 2024, o Brasil exportou R$ 323,9 milhões em armas e munições para os Estados Unidos, agora sujeitas à tarifa. O impacto atinge 906 municípios exportadores, entre eles Ribeirão Pires (SP), São Leopoldo (RS), Montenegro (RS) e Veranópolis (RS).
Para minimizar os prejuízos, o governo do Rio Grande do Sul anunciou linhas de crédito subsidiadas para empresas afetadas, enquanto o governo federal estuda medidas semelhantes. A Taurus também busca apoio junto às autoridades estaduais e nacionais para liberar créditos de ICMS e reforçar o caixa diante do novo cenário. (Foto: site oficial; Fonte: Estadão)
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