O presidente da Argentina, Javier Milei, comunicou neste sábado (26) uma série de cortes nas tarifas de exportação aplicadas sobre produtos do agronegócio, como carne bovina, aves, soja e seus derivados, milho, sorgo e girassol. Segundo o mandatário, a medida atende a uma antiga reivindicação do setor rural e será permanente.
Durante a cerimônia de abertura da exposição organizada pela Sociedade Rural Argentina (SRA), Milei afirmou que as mudanças representam uma redução de 20% na carga tributária sobre cadeias de grãos e de 26% no segmento de carne e gado. “A redução dos impostos não beneficiará apenas o campo, mas toda a economia”, declarou.
Os tributos sobre exportações de carne bovina e frango, por exemplo, cairão de 6,75% para 5%. No caso do milho e do sorgo, a alíquota será ajustada de 12% para 9,5%. A tarifa sobre o girassol cairá de 7,5% para 5,5%. Já a soja, um dos principais produtos exportados pelo país, terá sua taxa reduzida de 33% para 26%, enquanto os derivados de soja passarão de 31% para 24,5%.
Segundo Milei, essa política de alívio fiscal para o campo é parte de um compromisso de sua gestão com a recuperação da economia. “Buscamos impulsionar o campo, que foi severamente punido por esses impostos nos últimos 20 anos”, disse.
Ele reiterou que o fim das retenções sobre exportações é uma das metas centrais de sua administração: “Eliminar os impostos retidos na fonte é uma obsessão de nossa administração, e fizemos muito progresso nessa direção”.
O presidente, que assumiu em dezembro de 2023 prometendo combater a inflação e reequilibrar as finanças públicas, reforçou que a redução de impostos só foi possível porque o país alcançou superávit. “É importante ter em mente que isso (a redução dos impostos) se deve exclusivamente ao superávit fiscal que alcançamos, que protegemos como água no deserto diante dos ataques sistemáticos da classe política”, afirmou.
As mudanças são vistas como um gesto de apoio direto ao setor agrícola, considerado um dos pilares da economia argentina, e também como uma tentativa de fomentar o crescimento através da desoneração de setores produtivos estratégicos. (Foto: redes sociais; Fonte: CNN)
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