Vitória assumiu a liderança entre as cidades brasileiras com o metro quadrado residencial mais caro do país. A capital do Espírito Santo chegou a um preço médio de R$ 15.448 por m² em julho e ultrapassou duas cidades catarinenses que vinham ocupando as primeiras posições: Itapema, com R$ 15.403, e Balneário Camboriú, com R$ 15.295.
Os números fazem parte do Índice FipeZAP, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX, considerando os valores anunciados para imóveis residenciais usados no mercado.
Apesar de perder a liderança, Santa Catarina continua sendo o Estado com maior presença entre os municípios mais valorizados do país. Além de Itapema e Balneário Camboriú, Florianópolis aparece em quarto lugar, com preço médio de R$ 13.461 por m², enquanto Itajaí ocupa a quinta posição, com R$ 13.301.
O Espírito Santo também aparece novamente no ranking com Vila Velha, que ocupa o nono lugar. O município registrou preço médio de R$ 11.341 por m².
São Paulo reúne três cidades entre as 15 primeiras. Barueri aparece em sexto lugar, com R$ 12.155 por m², seguida pela capital paulista, com R$ 12.099. São Caetano do Sul está na 14ª colocação, com R$ 9.691, e São José dos Campos fecha a lista, na 15ª posição, com R$ 9.567.
Confira as 15 cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil:
1. Vitória (ES) — R$ 15.448
2. Itapema (SC) — R$ 15.403
3. Balneário Camboriú (SC) — R$ 15.295
4. Florianópolis (SC) — R$ 13.461
5. Itajaí (SC) — R$ 13.301
6. Barueri (SP) — R$ 12.155
7. São Paulo (SP) — R$ 12.099
8. Curitiba (PR) — R$ 11.761
9. Vila Velha (ES) — R$ 11.341
10. Rio de Janeiro (RJ) — R$ 11.131
11. Belo Horizonte (MG) — R$ 10.676
12. Brasília (DF) — R$ 10.238
13. Maceió (AL) — R$ 9.962
14. São Caetano do Sul (SP) — R$ 9.691
15. São José dos Campos (SP) — R$ 9.567
O levantamento considera apartamentos anunciados no mercado secundário dentro dos limites de cada município. A composição do ranking também é influenciada pelas características urbanas das cidades analisadas.
No caso de Vitória, um dos fatores apontados para explicar os valores elevados é a própria configuração territorial da capital capixaba. Diferentemente de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o município possui pouca oferta de empreendimentos voltados às faixas de renda mais baixas dentro de seu território.
Com menor disponibilidade de terrenos e um perfil imobiliário mais concentrado em determinadas regiões, os preços dos imóveis residenciais acabam apresentando uma média mais elevada, contribuindo para que Vitória alcançasse o topo do ranking nacional em julho. (Foto: PixaBay; Fonte: Exame)

