Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) definem neste sábado (24) quais urnas eletrônicas serão submetidas ao Teste de Integridade nas eleições de 2026. A seleção ocorre na véspera do primeiro turno, e os equipamentos escolhidos serão retirados das seções eleitorais de origem e transportados, sob escolta, para locais onde passarão pela auditoria no domingo (25).
Segundo o TSE, o procedimento tem como objetivo verificar se as urnas registram corretamente os votos digitados e apresentam resultados compatíveis com as escolhas realizadas durante a simulação.
A fiscalização é aberta ao público e pode ser acompanhada por representantes de partidos políticos, federações, coligações, entidades fiscalizadoras, jornalistas e cidadãos interessados.
O Teste de Integridade utiliza votos simulados em candidatos que disputam a eleição. Antes da votação oficial, voluntários e representantes partidários preenchem cédulas de papel, que são depositadas em urnas de lona lacradas. No dia da auditoria, os votos dessas cédulas são digitados individualmente nas urnas eletrônicas selecionadas.
Como o conteúdo dos votos em papel é conhecido previamente, os responsáveis pela fiscalização podem comparar a contagem das cédulas com os números apresentados pelos equipamentos eletrônicos. A expectativa é que os resultados sejam exatamente iguais.
Os votos utilizados no procedimento servem exclusivamente para a auditoria e não são incorporados à apuração oficial das eleições.
As urnas selecionadas já estavam preparadas e lacradas para serem utilizadas normalmente no pleito. Após o sorteio, os equipamentos são encaminhados aos locais de teste, que contam com câmeras e acesso público. Para não prejudicar os eleitores, as seções de origem recebem urnas de contingência, permitindo que a votação transcorra normalmente.
A auditoria acompanha o horário da votação oficial. Antes do início dos trabalhos, é emitida a zerésima, documento que comprova que a urna não possui votos registrados antes da abertura do procedimento.
A partir das 8h, as cédulas de papel são retiradas das urnas de lona e seus votos começam a ser digitados nos equipamentos submetidos ao teste. Todo o processo é registrado em áudio e vídeo, permitindo o acompanhamento das etapas da verificação.
Às 17h, com o encerramento da votação simulada, cada equipamento emite o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta o total de votos contabilizados. Os dados são então confrontados com a apuração das cédulas de papel para confirmar se os números correspondem integralmente.
O Teste de Integridade é realizado desde 2002 e, ao longo desse período, segundo o TSE, nunca apresentou divergência entre os votos digitados e os resultados emitidos pelas urnas eletrônicas. E mais: Neymar faz gesto de “22” em vídeo com Nikolas Ferreira. Clique AQUI para ver. (Foto: TSE; Fonte: CNN)

