Urgente: Governo Lula anuncia nova decisão sobre alta dos impostos em eletrônicos

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O governo Lula decidiu suspender o aumento do imposto de importação sobre uma série de produtos eletrônicos que entraria em vigor em 1º de março. E

m reunião extraordinária nesta sexta-feira (27), a Câmara de Comércio Exterior optou por manter as alíquotas atuais para 15 itens de informática e telecomunicações, revertendo a elevação prevista em resolução anterior.

Entre os principais produtos afetados, smartphones e notebooks continuam com tarifa de 16%, enquanto roteadores com conexão sem fio permanecem em 16%, contrariando a proposta de aumento que chegaria a 25%.

Outros itens, como gabinetes, placas-mãe, mouses e mesas digitalizadoras, permanecerão tributados em 10,80%, em vez de subir para 12,6%.

Desde o anúncio do aumento, a medida enfrentou críticas no Congresso e nas redes sociais. Na última quarta-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a intenção era “proteger a produção nacional” e trazer empresas para o país.

A decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), da Camex, impacta principalmente bens de capital e produtos de informática e telecomunicações. A elevação prevista poderia chegar a 7,2 pontos percentuais, afetando consumidores e setores que dependem da importação desses produtos.

O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões com a medida, enquanto o Instituto Fiscal Independente (IFI) apontava possibilidade de até R$ 20 bilhões em 2026 caso a escalada tarifária fosse aplicada.

Segundo o governo, a participação das importações desses bens no consumo nacional ultrapassou 45% em dezembro passado, com crescimento acumulado de 33,4% desde 2022.

Por outro lado, representantes de importadores alertavam que o aumento prejudicaria a competitividade e poderia pressionar a inflação, já que a indústria nacional não conseguiria suprir integralmente a demanda interna nem acompanhar a modernização global.

Em nota técnica, o Ministério da Fazenda destacou que o efeito do aumento no IPCA seria indireto, baixo e defasado, pois a maior parte desses produtos é de bens de produção, com exceções e regimes que atenuam a cobertura tributária efetiva. E mais: Mendonça decide sobre comparecimento dos irmãos de Toffoli à CPI. Clique AQUI para ver. (Foto: Ministério da Fazenda; Fontes: R7; G1)

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