O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que forças militares americanas realizaram uma ofensiva direta contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Segundo o chefe da Casa Branca, o líder venezuelano e sua esposa foram levados para fora do país após a operação, cujo alcance ainda não foi detalhado oficialmente.
A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social. Nela, Trump afirmou: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”. Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo venezuelano ou de autoridades militares do país.
De acordo com informações que circulam desde a madrugada, Caracas e outras cidades venezuelanas teriam sido alvos de ataques aéreos. Jornalistas que atuam na capital relataram ter ouvido fortes explosões e o intenso sobrevoo de aeronaves militares nas primeiras horas do dia. As primeiras detonações teriam ocorrido por volta das 2h, com novos estrondos registrados aproximadamente às 2h38, enquanto aviões continuavam cruzando o céu da cidade.
Imagens compartilhadas nas redes sociais, ainda não verificadas de forma independente, mostram grandes incêndios e espessas colunas de fumaça se elevando em diferentes regiões da capital. Não foi possível confirmar com precisão os locais atingidos, mas os registros sugerem que as explosões teriam ocorrido principalmente nas zonas sul e leste de Caracas.
Se confirmada, a ação representaria a intervenção militar mais direta dos Estados Unidos na América Latina desde 1989, quando tropas americanas invadiram o Panamá para depor o então líder militar Manuel Noriega. Desde então, Washington vinha adotando, em relação à Venezuela, uma estratégia baseada principalmente em sanções econômicas, pressão diplomática e isolamento internacional do regime chavista.
O governo americano acusa Nicolás Maduro de liderar um “narcoestado”, além de apontar fraudes recorrentes nos processos eleitorais venezuelanos. Maduro, que assumiu o poder em 2013 após a morte de Hugo Chávez, sempre negou as acusações e afirma que as ações dos Estados Unidos têm como principal objetivo assumir o controle das reservas de petróleo do país — consideradas as maiores do mundo.
Apesar do histórico de confrontos verbais e diplomáticos, Maduro havia sinalizado recentemente uma tentativa de aproximação. Em entrevista exibida no dia de Ano-Novo, o presidente venezuelano afirmou ter conversado com Donald Trump e indicou disposição para um entendimento bilateral. Na ocasião, defendeu “conversas sérias” sobre o combate ao tráfico de drogas e ofereceu às empresas norte-americanas acesso imediato ao petróleo venezuelano.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de Maduro, o destino para onde teria sido levado ou as consequências políticas e institucionais da operação anunciada por Trump. A ausência de confirmação por parte de Caracas mantém o cenário envolto em incerteza, enquanto a comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos de uma possível escalada sem precedentes na crise venezuelana.
?URGENTE – Trump lança ataque contra a Venezuela e força aérea dos EUA começam a bombardear Caracas pic.twitter.com/rz8VBtBtZI
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) January 3, 2026
BREAKING NEWS: Trump confirma ataque dos EUA à Venezuela e diz que Maduro foi capturado; assista #CNNBrasil pic.twitter.com/XumizKkwUq
— CNN Brasil (@CNNBrasil) January 3, 2026
?URGENTE – Venezuelanos entram em pânico e tentam sair de Caracas, após ataque dos EUA contra a capital pic.twitter.com/eQgISSlFHn
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) January 3, 2026
?URGENTE! Neste momento, os EUA promovem uma agressão militar criminosa contra a Venezuela, com ataques aéreos que atingem a população civil de Caracas, sob a condução de Donald Trump. Um ataque imperialista à América Latina, em grave violação do direito internacional e ameaça… pic.twitter.com/ZPMw9IaQch
— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) January 3, 2026
O ministro da defesa da Venezuela, o General Padrino Lopez, já se pronunciou após a captura do ditador Nicolás Maduro, dizendo que a Venezuela continuará lutando e que não irá se render, dizendo ainda que, no final, vencerão. pic.twitter.com/ZpLgeaIgpt
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) January 3, 2026
Os EUA não estão se limitando a atacar alvos dentro e à volta de Caracas, com este vídeo mostrando que os ataques americanos também se estendem à Isla de Margarita, no sul do Caribe, um local conhecido por manter sistemas de radar e de comunicações venezuerlanos. pic.twitter.com/4AevXi9Wkz
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) January 3, 2026

