União Europeia aprova livre-comércio com Mercosul após 25 anos de negociações

direitaonline



Uma maioria qualificada de países da União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9) o acordo de livre-comércio com o Mercosul, negociado por mais de 25 anos.

Segundo Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia, “é um acordo fundamental para a União Europeia, no plano econômico, político, estratégico e diplomático”.

Com a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajará para Assunção, no Paraguai, para assinar o tratado na segunda-feira (12).



O acordo não entrará imediatamente em vigor, pois depende ainda da aprovação do Parlamento Europeu. Cerca de 150 deputados, de um total de 720, ameaçam recorrer à Justiça para barrar a aplicação do tratado.

Negociado desde 1999, o pacto enfrentou forte resistência do setor agropecuário europeu. França e Polônia temem impactos da entrada de carne, arroz, mel e soja do Mercosul, enquanto o bloco exportará veículos, máquinas, queijos e vinhos.

Países como Espanha e Alemanha defendem o acordo, apontando que ele diversificará oportunidades comerciais em um mercado europeu pressionado pela China e pelos Estados Unidos. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.



Estima-se que as exportações agroalimentares do bloco para a América do Sul cresçam 50%, com redução de tarifas sobre vinhos e bebidas (até 35%), chocolate (20%) e azeite (10%).

Para acalmar os agricultores, a Comissão Europeia introduziu cláusulas de proteção. Produtos com preços até 8% abaixo do europeu e aumento de importações acima de 8% serão investigados.

Também haverá fiscalização sobre resíduos de pesticidas, com proibição de tiofanato-metilo, carbendazima e benomilo em frutas cítricas, mangas e papaias. A França suspendeu temporariamente a importação de alguns produtos tratados com substâncias proibidas.

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que seu país se posicionará contra o tratado, citando “rejeição política unânime” na Assembleia Nacional e no Senado. França, Polônia, Hungria e Irlanda confirmaram oposição ao acordo.



Já Itália, Espanha e Alemanha apoiam o tratado. O voto italiano foi decisivo, pois a aprovação exigia 15 dos 27 países-membros, representando 65% da população da UE.

Ursula von der Leyen anunciou ainda acesso antecipado a 45 bilhões de euros em financiamentos agrícolas e reafirmou 293,7 bilhões de euros previstos para o setor após 2027.

O acordo representa uma tentativa de ampliar o comércio entre a América do Sul e a União Europeia, apesar da oposição de parte dos países membros.

Protesto francês
A aprovação do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul provocou uma nova onda de manifestações de agricultores na Europa nesta sexta-feira (9).

Na França, a Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores (FNSEA), principal entidade do setor, prometeu intensificar os protestos caso a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o tratado na segunda-feira (12).

Na Polônia, milhares de agricultores ocuparam as ruas de Varsóvia em oposição ao acordo. Centenas de tratores saíram dos arredores da cidade em direção ao centro após o anúncio preliminar da votação em Bruxelas.

Rodovias na França e na Bélgica também registraram bloqueios, como forma de pressão contra a assinatura do tratado.

Segundo a agência EFE, os protestos contam com apoio de autoridades polonesas contrárias ao pacto, incluindo o presidente do Instituto da Memória Nacional, Karol Nawrocki, e o primeiro-ministro Donald Tusk.

Em Bruxelas, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE confirmaram a posição de seus governos favorável à aprovação do acordo. O tratado, negociado há mais de 25 anos, ainda precisa do aval final do Parlamento Europeu para entrar em vigor. E mais: STJ abre possibilidade para comprador de imóvel ter restituição do ITBI. Clique AQUI para ver. (Foto; reprodução vídeo; Fonte: Exame)

 

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

8 de Janeiro: réu que quebrou relógio tem pena reduzida

Condenado a 17 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, o mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira obteve a redução de parte da pena após comprovar trabalho e leitura durante o período em que esteve preso. Ao todo, foram abatidos 66 dias da condenação: 62 […]