O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (16) a criação do chamado Conselho da Paz, instância que, segundo o plano apresentado por sua administração, terá a missão de supervisionar um governo transitório na Faixa de Gaza.
A iniciativa ocorre em um momento de instabilidade na região, apesar do cessar-fogo considerado frágil e firmado no final do ano passado.
Conforme o comunicado oficial da Casa Branca, o conselho será formado por nomes de peso da política internacional. Entre os integrantes estão:
– o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio;
– o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff;
– o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair;
e Jared Kushner, genro de Trump e ex-assessor da Presidência.
Pelo desenho institucional apresentado, o próprio Trump ocupará a presidência do colegiado. A administração temporária integra a segunda etapa do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, negociado com mediação dos Estados Unidos.
Até que uma Autoridade Palestina reformulada assuma o controle do território, a Faixa de Gaza ficará sob gestão internacional, que contará, além de Trump, com a participação de “palestinos qualificados”.
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Essa segunda fase do acordo também prevê a retirada das tropas israelenses do enclave e o desarmamento do Hamas. O tema é considerado um dos pontos mais delicados do processo, já que, embora o grupo palestino tenha aceitado abrir mão da administração do território, tem reiterado que não pretende entregar seu arsenal. Ainda assim, Trump afirmou confiar em um desfecho positivo.
“Com o apoio do Egito, Turquia e Catar, garantiremos um acordo abrangente de desmilitarização com o Hamas, incluindo a entrega de todas as armas e o desmantelamento de todos os túneis. O Hamas deve imediatamente honrar seus compromissos e prosseguir sem demora para a desmilitarização total. Como já disse antes, eles podem fazer isso do jeito fácil ou difícil. O povo de Gaza já sofreu por tempo suficiente”, declarou o republicano.
Trump também convidou os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para integrar o Conselho da Paz.
Aliado próximo do presidente americano na América Latina, Milei confirmou o convite por meio de uma publicação na rede social X neste sábado (17), na qual compartilhou a imagem do documento recebido.
“É uma honra para mim ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, do Conselho da Paz”, escreveu o presidente argentino.
Em seguida, acrescentou: “A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de forma direta, que defendem a vida e a propriedade, e que promovem a paz e a liberdade.”
Além dos chefes de Estado convidados, o conselho também deve contar com a participação do bilionário americano Marc Rowan, do presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e de Robert Gabriel, assessor próximo de Trump.
A atuação do Conselho da Paz e do NCAG já estava prevista na segunda fase do plano de paz dos Estados Unidos para o Oriente Médio, apresentado em setembro de 2025. E mais: Jeffrey Chiquini: ‘Moraes e Toffoli deram tiro no pé!’. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

