Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão, na tarde desta terça-feira (28), deixando mais de 100 feridos, provocando danos em diversas cidades e mobilizando uma ampla operação de emergência. O alerta de tsunami emitido logo após o tremor foi cancelado menos de duas horas depois, após as autoridades confirmarem que não havia risco significativo de ondas. Veja vídeos ao fim da reportagem.
Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o terremoto havia alcançado magnitude 7,1, mas posteriormente revisou a estimativa para 6,8. Já a Agência Meteorológica do Japão (JMA) manteve a classificação de 7,1 e informou que o alerta de tsunami abrangia áreas costeiras das províncias de Kumamoto, Nagasaki, Fukuoka e Saga.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou a criação de uma força-tarefa para monitorar a situação, levantar informações sobre os estragos e coordenar eventuais operações de resgate. Mais tarde, ela afirmou que já havia relatos de feridos, incêndios, quedas de energia e danos em rodovias, pontes e edifícios, embora o balanço completo ainda estivesse em andamento.
“Estamos colocando a vida das pessoas como prioridade máxima”, declarou Takaichi, ao pedir que moradores das áreas afetadas permaneçam atentos ao risco de novos tremores e evitem situações que possam provocar acidentes, como o uso de fogo em locais danificados.
As autoridades japonesas emitiram um novo alerta para a possibilidade de réplicas de intensidade semelhante ao longo da próxima semana. Desde o terremoto principal, ao menos oito tremores secundários já foram registrados. Um deles atingiu intensidade sísmica 4 na escala japonesa, considerada suficientemente forte para dificultar que uma pessoa permaneça em pé.
Segundo a JMA, por se tratar de um terremoto de baixa profundidade, a atividade sísmica permanece intensa na região. O responsável pelo planejamento de resposta a terremotos e tsunamis da agência, Shinji Kiyomoto, afirmou que os próximos dois ou três dias exigem atenção especial da população. Apesar do forte abalo, ele destacou que nenhum tsunami foi observado, já que o epicentro ocorreu em área continental.
Na cidade de Yatsushiro, um hospital recebeu cerca de 40 pessoas com ferimentos relacionados ao terremoto. Também foram registrados o descarrilamento de um trem, que tombou ao lado da estação local, e danos em estruturas históricas, como os muros de pedra do Castelo de Kumamoto.
A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres informou que ainda avalia a extensão dos prejuízos. Até o momento, não foram identificados danos graves em grandes instalações públicas ou na infraestrutura estratégica, embora equipes de emergência tenham recebido inúmeras chamadas relatando incêndios e problemas em residências.
A situação mais preocupante ocorreu na cidade de Kashima, onde um shopping center sofreu danos estruturais durante o terremoto. Segundo a emissora TBS, havia temor de que um “número considerável” de pessoas tivesse morrido após o desabamento do segundo andar do edifício.
Já a emissora pública NHK informou, com base em fontes policiais, que entre 20 e 30 funcionários do centro comercial não puderam ser localizados após o tremor. A polícia, no entanto, afirmou que ainda não podia confirmar mortes no local. De acordo com a agência Kyodo, quatro pessoas foram resgatadas e encaminhadas ao hospital conscientes.
Outro ponto de preocupação é uma fábrica da Japan Paper Industries, onde parte de uma chaminé desabou. Informações divulgadas pela NHK apontam que várias pessoas também estariam desaparecidas no local.
O terremoto provocou ainda a suspensão dos serviços dos trens-bala Shinkansen e de linhas ferroviárias regionais para inspeções de segurança. A pista do Aeroporto Aso Kumamoto foi fechada por tempo indeterminado, enquanto o Ministério da Defesa enviou aeronaves para sobrevoar a região e auxiliar na avaliação dos danos.
A Autoridade de Regulação Nuclear informou que não foram detectadas anormalidades nas três usinas nucleares localizadas nas proximidades da área atingida.
A província de Kumamoto já havia sido palco de uma das maiores tragédias sísmicas recentes do Japão. Em 2016, dois terremotos de magnitudes 6,5 e 7,3 atingiram a região em um intervalo de dois dias, provocando 273 mortes, deixando mais de 2.800 feridos e causando destruição em milhares de imóveis. O histórico reforça a preocupação das autoridades diante da possibilidade de novos tremores nos próximos dias.
ÚLTIMA HORA | Múltiples muertos en el derrumbe de un centro comercial en Japón tras un terremoto de magnitud 7,1. https://t.co/zVp0TIYnKY pic.twitter.com/xz0Cfepkc6
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🇯🇵🔴Este 28 de julio se reportó un terremoto de magnitud 7,1 en el sur de Japón, precisamente en la ciudad de Kumamoto, el cual dejó varias personas heridas y también daños en diferentes infraestructuras.
Imágenes del movimiento telúrico 📹
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🟢FUERTE TERREMOTO DE MAGNITUD 7.1 SACUDE EL SUR DE JAPÓN
Un terremoto de magnitud 7.1 sacudió el sur de Japón. Las autoridades emitieron una alerta por riesgo de tsunami para los mares de Ariake y Yatsushiro, mientras evalúan posibles daños.#Japón #Terremoto #QuetzalTv pic.twitter.com/V8fxougQIN
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🚨 Un terremoto de magnitud 7.1 sacudió el suroeste de Japón. La primera ministra Sanae Takaichi informó que hay personas heridas y edificios colapsados.#FernandoCanales #UltraNoticiasPuebla #Puebla #México #Japón #Terremoto #ÚltimaHora pic.twitter.com/fwjQ9WHjdk
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