Senado avança com restrição de uso de dinheiro em espécie; Veja o que fica proibido

direitaonline




A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (26) projeto que estabelece limites e condições para o uso de dinheiro em espécie.

O texto autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a definir valores máximos e regras para pagamentos em espécie, com o objetivo de reforçar o combate à lavagem de dinheiro.

Do senador Flávio Arns (PSB-PR), o projeto foi aprovado na forma de substitutivo do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e por isso passará por uma votação suplementar na CCJ. (continua)

LG Black Friday: a LG está com descontos de até 35% em diversos produtos, das mais variadas linhas, nesta black Friday. Veja mais opções!




(segue) O PL 3.951/2019 altera a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613, de 1998) para determinar que o CMN, ouvido o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), definirá os valores máximos e as condições para pagamentos e transações realizadas em espécie, inclusive no caso de cheques e boletos bancários.

O substitutivo de Oriovisto mantém a emenda aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que proíbe, de forma expressa, o uso de qualquer valor em espécie em transações imobiliárias.

Parâmetros do Conselho Monetário Nacional
A versão original do projeto estabelecia diretamente os seguintes limites para operações em espécie:
• Proibição de uso de dinheiro em espécie em transações comerciais ou profissionais acima de R$ 10 mil;

•Proibição de pagamento de boletos em espécie acima de R$ 5 mil;

• Restrição à circulação de dinheiro vivo em montantes superiores a R$ 100 mil, salvo com comprovação de origem e destino lícitos;




• Proibição de posse de valores acima de R$ 300 mil, exceto em situações justificadas; e

• Penalidades de multa e confisco em caso de descumprimento das regras, com recursos revertidos ao Coaf.

Para o relator Oriovisto, além de “excessivamente detalhadas”, as regras extrapolariam os limites do poder normativo do Congresso.

Ele argumenta que a definição dos parâmetros operacionais e limites financeiros deve ser feita por órgão técnico competente, com base em critérios atualizados e flexíveis, justificando a transferência dessa atribuição ao Conselho Monetário Nacional.

Lavagem de dinheiro
Segundo o relator, o projeto foi inspirado na publicação Novas Medidas Contra a Corrupção, lançada pela FGV e pela Ong Transparência Internacional, e tem como objetivo contribuir com mecanismos legais de enfrentamento à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à corrupção.




Ele ainda informou que essa é uma demanda, inclusive, dos diretores do Banco Central e do Coaf. “Esse projeto é bastante simples e trata de regular o uso do dinheiro em espécie. Aliás, nos tivemos uma audiência com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípollo e com o presidente do Coaf [Ricardo Saadi], em que eles reclamavam da falta de instrumento para estabelecer determinados controles, sobretudo na lavagem de dinheiro. Então eu acho que esse projeto vem a atender exatamente o que eles pedem”.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), elogiou o projeto e o voto do relator. “É uma matéria bem condizente com o momento”, declarou Otto. E mais: WhatsApp lança novidade para Apple Watch; Veja como funciona. (Foto: PixaBay; Fonte: Ag. Senado)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Mansão de Silvio Santos é finalmente vendida; Saiba por quanto e veja fotos

A mansão de veraneio que pertenceu a Silvio Santos foi vendida há alguns meses, encerrando seu período no mercado imobiliário. Segundo apuração de Lucas Pasin, do Metrópoles, o imóvel, localizado em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, chegou a ser anunciado inicialmente por R$ 6 milhões, mas acabou fechado […]