Novas imagens divulgadas nesta semana mostram o momento em que os ladrões deixam o Museu do Louvre, em Paris, dentro de uma cesta mecânica, antes de escaparem em scooters carregando joias históricas. O roubo ocorreu no domingo (19) e teve execução digna de um filme policial.
De acordo com a imprensa francesa, o grupo havia roubado o caminhão equipado com uma escada de 27 metros nove dias antes da ação. Para evitar suspeitas, os criminosos pintaram o veículo de cinza, apagaram os logotipos originais e até clonaram placas de outros automóveis.
Usando a escada, os ladrões conseguiram alcançar a Galeria Apollo, uma das salas mais luxuosas e simbólicas do Louvre, onde estão expostas peças das Joias da Coroa Francesa, incluindo artefatos que remontam ao período napoleônico.
Os suspeitos continuam foragidos, e a investigação mobiliza forças policiais especializadas em crimes contra o patrimônio. Após o assalto, o Louvre permaneceu fechado por três dias e reabriu na quarta-feira (22).
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O episódio gerou grande repercussão e levou a rumores sobre a possível renúncia da diretora do museu, informação que foi negada pela ministra da Cultura da França.
Durante apresentação a uma comissão do Senado, des Cars declarou: “Apesar dos nossos esforços, apesar do nosso trabalho árduo todos os dias, fomos derrotados”, reconhecendo a vulnerabilidade do sistema. Ela detalhou que a falta de câmeras externas cobrindo toda a fachada do museu foi determinante, destacando que a janela usada pelos criminosos não era monitorada.
A diretora ressaltou ainda que já havia emitido alertas sobre a fragilidade da segurança do prédio centenário, mas que eles não haviam sido adequadamente atendidos: “Os alertas que eu vinha emitindo se concretizaram de forma terrível no último domingo”, disse.
Após o incidente, des Cars entregou carta de renúncia à ministra da Cultura, Rachida Dati, mas o pedido foi recusado. O museu reabriu ao público na mesma quarta-feira, mantendo medidas de segurança reforçadas. (Foto: reprodução)

