O que farão os eleitores de Renan, Cury e Caiado no 2º turno

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Uma pesquisa Quaest divulgada na véspera do primeiro turno das eleições de 2026 detalhou como os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) se posicionariam em uma eventual disputa de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O levantamento aponta maior migração para Flávio Bolsonaro entre os três grupos. Entre os eleitores de Renan Santos, 60% afirmaram que escolheriam o candidato do PL, enquanto 11% optariam por Lula. Outros 27% disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas, e 2% permaneceram indecisos.

No eleitorado de Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro aparece com 43%, contra 19% de Lula. A parcela que declarou preferência por branco, nulo ou ausência chega a 36%, enquanto 2% não souberam responder.

Entre os eleitores de Augusto Cury, 34% indicaram voto em Flávio Bolsonaro e 23% em Lula. Nesse grupo, a maior parcela foi formada por aqueles que disseram que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar: 41%. Outros 2% não definiram a resposta.

A pesquisa também investigou o comportamento dos eleitores diante da possibilidade de a eleição presidencial ser decidida já no primeiro turno. A maioria, 89%, afirmou que não alteraria o voto mesmo nessa circunstância. Outros 6% disseram que talvez mudassem, enquanto 3% declararam que certamente fariam uma mudança. Os 2% restantes não souberam ou não responderam.

A Quaest perguntou então aos entrevistados que admitiram a possibilidade de alterar a escolha qual seria o novo voto. Nesse grupo específico, Flávio Bolsonaro foi citado por 29%, enquanto Lula apareceu com 17%. Outros 23% ainda estavam indecisos.

Também foram mencionados Ronaldo Caiado, com 8%; Augusto Cury, com 7%; Renan Santos, com 4%; Romeu Zema (Novo), com 3%; Edmilson Costa (PCB), com 1%; e Hertz Dias (PSTU), também com 1%. A opção por branco, nulo ou ausência foi indicada por 7%.

Outro ponto avaliado pela pesquisa foi o grau de definição do eleitorado. Entre os apoiadores de Lula, 92% disseram considerar o voto definitivo, enquanto 8% admitiram que ainda poderiam mudar.

No grupo de Flávio Bolsonaro, 89% afirmaram estar decididos e 11% disseram que poderiam alterar a escolha. Entre os eleitores de Caiado, 75% consideraram a decisão definitiva e 25% admitiram mudança.

A possibilidade de alteração foi ainda maior entre os eleitores dos outros dois candidatos. No grupo de Augusto Cury, 68% disseram estar decididos, enquanto 29% afirmaram que poderiam mudar e 3% não souberam ou não responderam. Entre os eleitores de Renan Santos, 66% consideraram o voto definitivo e 34% disseram que ainda poderiam mudar.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 3.702 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.

Na mesma pesquisa, divulgada em 3 de outubro, Lula aparecia com 46% dos votos válidos, contra 45% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

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