Rede do Posto Ipiranga será vendida

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O BTG Pactual foi contratado pelo Grupo Ultra para assessorar a venda da Ipiranga, principal ativo do conglomerado. A informação foi divulgada pelo O Globo e repercutiu no mercado por envolver a segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, que registra faturamento anual superior a R$ 140 bilhões.

Segundo a reportagem, grandes grupos do setor energético analisam a operação. Entre os potenciais interessados estariam a francesa TotalEnergies, a saudita Aramco e o J&F, controlador de empresas como a JBS.

Em análise recente, o Goldman Sachs apontou que o avanço de medidas contra a informalidade na distribuição de combustíveis tem fortalecido as companhias que operam dentro das regras.

Esse cenário, segundo o banco, melhora a dinâmica competitiva do setor e favorece os grandes players.

A instituição financeira estima que a Ipiranga possa alcançar um Ebitda próximo de R$ 4,2 bilhões em 2026. Para o mercado, a combinação entre um ambiente regulatório mais favorável, maior fluxo de capital para a bolsa brasileira e a perspectiva de venda do ativo ajuda a explicar a recente reprecificação das distribuidoras e mantém o segmento no radar dos investidores.

Controlada pelo Grupo Ultra, a Ipiranga é uma das maiores redes de distribuição e varejo de combustíveis do país. De acordo com a Revista Exame, a companhia opera cerca de 7.200 postos em todo o território nacional, além de mais de 1.200 lojas de conveniência e aproximadamente 1.500 unidades da Jet Oil, voltadas a serviços automotivos.

Com sede no Rio de Janeiro, a empresa mantém escritórios e bases de distribuição em diversas regiões do Brasil, empregando cerca de 3 mil funcionários diretos e aproximadamente 70 mil indiretos.

A origem da companhia remonta a 1934, quando foi criada a Destilaria Rio-Grandense de Petróleo, em Uruguaiana. Quatro anos depois, em 1938, a marca inaugurou seu primeiro posto de combustíveis em Rio Grande, no mesmo ano em que o então presidente Getúlio Vargas assinou o decreto que nacionalizou a indústria de refino de petróleo.

Ao longo das décadas seguintes, a Ipiranga expandiu seu portfólio e diversificou suas atividades, estratégia que permitiu atravessar períodos de crise, como o choque do petróleo de 1973.

Em 2007, o controle do Grupo Ipiranga foi vendido para Petrobras, Grupo Ultra e Braskem, em uma operação considerada, à época, a maior já realizada no Brasil.

Com essa transação, o Ultra passou a controlar a rede de distribuição da Ipiranga nas regiões Sul e Sudeste, além da marca, consolidando-se como a segunda maior distribuidora de combustíveis do país, com cerca de 15% de participação de mercado. E mais: Familiar revela detalhe surpreendente sobre jovem morto ao invadir residência de Trump. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: BPMoney; O Globo)

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