Ranking aponta Brasil com internet fixa acima da média global

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Para surpresa de muitos clientes, a banda larga fixa no Brasil registrou velocidade média de download de 221,53 Mbps, desempenho mais que o dobro da média global, que ficou em 120,52 Mbps.

Os dados fazem parte de um relatório divulgado nessa segunda-feira (4) pela Ookla, referência mundial em medições de qualidade de internet.

Com o resultado, o país alcança a 26ª posição no ranking global de internet fixa, reforçando a evolução da infraestrutura digital nos últimos anos.

Segundo o levantamento, o principal motor desse crescimento é a expansão acelerada da fibra óptica no território brasileiro.

No fim de 2024, cerca de 18,7% da população brasileira já era assinante de serviços baseados em fibra — índice superior à média de 17,1% dos países da OCDE.

A Ookla destaca que, onde a tecnologia está disponível, os provedores nacionais conseguem entregar velocidades competitivas em nível internacional, aproximando o Brasil de mercados mais maduros.

Provedores regionais

Um dos aspectos mais particulares do setor brasileiro é a forte presença de empresas regionais. Hoje, aproximadamente 60% da banda larga fixa é operada por pequenos e médios provedores de internet (ISPs), um modelo pouco comum em outros países, segundo o ranking.

Esse cenário foi possível, segundo o relatório, graças a um ambiente regulatório que facilitou a entrada de novos players e incentivou o compartilhamento de infraestrutura com grandes operadoras.

O estudo também mostra diferenças significativas de desempenho entre os ISPs regionais.

Acima da média nacional:

* Blink Telecom: desempenho consistentemente superior, inclusive nos usuários com menor qualidade de conexão
* Desktop: velocidades acima da média em praticamente todos os cenários
* Vero Internet: resultados medianos superiores ao mercado nacional

Abaixo da média nacional:

Brisanet: velocidade mediana até 25% inferior à média, apesar de ser o maior ISP regional do país, com mais de 1,5 milhão de clientes
Algar Telecom: desempenho cerca de 40% abaixo da média nacional
Ligga Telecom: resultados inferiores ao benchmark em diferentes faixas de velocidade

Mesmo com a melhora dos indicadores, o setor vive um processo de transformação acelerada. A concorrência intensa, pressões financeiras e mudanças regulatórias em debate na Anatel devem impulsionar uma nova onda de consolidação.

Nos últimos anos, grupos como a Brasil TecPar ampliaram agressivamente sua presença no mercado, com cerca de 30 aquisições desde 2021. Já a Vero Internet também acelerou sua expansão, incorporando mais de 17 provedores regionais.

Um dos casos mais relevantes do setor é o anúncio da Claro para aquisição de 73% da Desktop, operação avaliada em cerca de US$ 750 milhões.

A transação ainda depende de aprovação de órgãos reguladores, incluindo o CADE. Se aprovada, deve ampliar significativamente a atuação da operadora no estado de São Paulo, incorporando uma rede de aproximadamente 58 mil quilômetros de fibra óptica e mais de 1,2 milhão de assinantes.

Mobile
E se na banda larga a 26ª posição surpreende, a colocação do mobile é ainda mais chamativa. O Brasil atinge a 5ª colocação em velocidade média. Clique AQUI para ver os dois rankins completos.

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