A ‘Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial’ da ‘Câmara dos Deputados’ aprovou o Projeto de Lei 4401/25, da deputada Camila Jara (PT-MS), que institui a ‘Política Hip Hop nas Escolas’, na rede pública federal de educação básica.
O objetivo, segundo a autoria, é ‘reconhecer, valorizar e integrar as expressões da cultura hip hop no ambiente escolar’. Respeitada a autonomia das escolas, a política abrangerá:
a poesia falada (slam e MC);
a música e discotecagem (DJ);
a dança urbana (breakdance);
as artes visuais urbanas (grafite); e
o conhecimento de valores como respeito, resistência, paz, união e consciência crítica.
A relatora, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), recomendou a aprovação do projeto. Ela afirmou que a proposta reconhece, nas escolas, uma expressão cultural multifacetada.
“A adoção do hip hop na rede pública de educação básica fortalece a problematização da realidade social, o pensamento crítico e a valorização da cultura das periferias brasileiras”, avaliou Talíria. “Onde o Estado muitas vezes se faz ausente ou chega apenas por meio de seu braço armado, o hip hop chega com o microfone, as tintas, as batidas e com o acolhimento.”
Talíria Petrone disse ainda que o hip hop trata de identificação, criando espaços onde a juventude negra se enxerga. “Quando um jovem escuta artistas e pensadores que forjaram suas trajetórias no hip hop, como Emicida, Djonga, Duquesa, Ebony e BK, ele vê possibilidade de futuro. Essa representatividade combate a evasão escolar”.
A relatora argumentou ainda que a proposta está em consonância com as diretrizes do governo federal, que lançou, neste ano, o Programa Escola Nacional de Hip Hop. Ela acredita, no entanto, que a institucionalização da política em lei garante segurança jurídica e perenidade às ações pedagógicas.
Segundo o projeto, essas ações poderão ser desenvolvidas de forma:
– interdisciplinar, como conteúdo transversal de apoio ao currículo;
– extracurricular, por meio de oficinas, mostras artísticas, ciclos formativos ou semanas temáticas; e
– em parceria com coletivos culturais locais, pontos de cultura, artistas educadores e organizações da sociedade civil.
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal. E mais: Justiça condena humorista por vídeos contra Celina Leão. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Ag. Câmara)

