Em meio a discussões sobre retomada econômica, estabilidade política e novos rumos para o país, o debate sobre o ritmo das reformas voltou ao centro do palco.
Exemplos internacionais e análises sobre ciclos de poder foram usados como referência para defender um caminho considerado mais eficiente. A fala partiu de Paulo Guedes, durante evento realizado em São Paulo.
O ex-ministro da Economia declarou, em participação em um evento na capital paulista na quinta-feira (13), que dois (bons) mandatos presidenciais seriam suficientes para promover uma transformação estrutural no Brasil. (continua)
O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou que um lote extra do abono salarial PIS/Pasep será liberado neste sábado (15), contemplando 152,4 mil trabalhadores que ainda não realizaram o saque neste ano. Saiba mais!
Ele citou Alemanha e China como modelos de prosperidade em períodos relativamente curtos, reforçando que o país poderia seguir trajetória similar caso adotasse, segundo ele, políticas econômicas corretas.
Guedes afirmou que há uma rota possível de desenvolvimento, exemplificando com o pós-guerra alemão e com o recente crescimento chinês ao longo de três a quatro décadas.
Em sua argumentação, disse que na Alemanha do passado, trabalhadores chegavam a comprometer vários meses de salário para comprar itens básicos, mas o país chegou ao posto de potência econômica mundial em pouco tempo. “O Brasil, com dois mandatos, fazendo a coisa certa, ia embora”, afirmou.
O ex-ministro também declarou que a segurança pública e geopolítica deverá ser o principal tema da campanha presidencial de 2026, superando até mesmo o debate econômico.
Ele citou que, embora indicadores como inflação estejam controlados dentro do intervalo de 4%, a sensação de vulnerabilidade do cidadão deve se tornar prioridade. “O importante é o povo saber se vai sair de casa e voltar”, disse.
Durante sua fala, Guedes criticou o modelo de reeleição, afirmando que a prática distorce o sistema político. Apesar disso, afirmou não ter se oposto à continuidade do mandato de Jair Bolsonaro, alegando que o ex-presidente deveria ter o mesmo direito que líderes como Lula e Dilma Rousseff tiveram em seus governos.
Guedes também fez críticas indiretas a administrações que, segundo ele, apostam em aumento de gastos sociais e tributação, criando um ciclo de pressão inflacionária, juros elevados e baixa capacidade de expansão econômica. Sem mencionar nominalmente o governo federal atual, disse que esse modelo “atrapalha o avanço” observado em países associados à centro-direita. (Foto: EBC; Fonte: Infomoeny; CNN)

