‘Tchau, querido’; ‘Grande dia’: oposição comemora rejeição de Messias ao STF

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A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) marcou um episódio raro na história política do país e impôs um revés significativo ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Terceira indicação feita pelo chefe do Executivo neste mandato, a escolha não estava inicialmente prevista e ocorreu após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.

O placar de 42 votos contrários contra 34 favoráveis evidenciou dificuldades na articulação política do governo no Senado. A derrota, inédita desde 1894, durante a presidência de Floriano Peixoto, foi imediatamente comemorada por parlamentares da oposição, tanto no plenário quanto nas redes sociais. Houve abraços entre senadores, clima de celebração e manifestações efusivas após o resultado.

Entre os opositores mais entusiasmados, o senador Magno Malta (PL-ES) figurou como um dos mais animados no plenário.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, publicou um vídeo soltando fogos de artifício em celebração à rejeição. Nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro resumiu o sentimento do grupo ao escrever: “grande dia”.

O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o resultado representa uma derrota contundente para o governo Lula.

“Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante” — declarou.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à Presidência, fez duras críticas ao governo após a votação.

“Para mim, com essa votação, o governo acabou”, disse. Ele também declarou que “Essa é a prova de que o governo Lula não tem mais governabilidade”, além de reforçar:

“Para mim, com essa votação, o governo acabou. O governo não tem governabilidade, não tem mais a menor condição de tratar de absolutamente nada aqui. Isto é consequência de muita incompetência e de muita corrupção no governo Lula”.

O parlamentar ainda avaliou que o resultado reflete insatisfação generalizada no meio político.

“É um governo que não consegue mostrar tração, não consegue dar uma esperança para a população, não resolve os problemas da sociedade, trata mal a classe política como um todo. Isso aqui é uma prova, sim, de fragilidade do governo Lula. Mas isso aí, eu acho que já era esperado. A única certeza que eu tenho é que a partir de 2027 o Lula não será mais presidente da República, e eu acho só que eu estou errando a data: pode ser a partir de 2026”, afirmou.

Apesar do tom crítico, Flávio negou ter articulado contra a indicação.

“Pela primeira vez, eu vi algo acontecendo de forma espontânea. Não teve articulação, pelo menos da minha parte. Não trabalhei pedindo votos contra”, disse. Já Rogério Marinho relatou que, após reuniões com a bancada oposicionista, já havia a expectativa de um placar desfavorável ao indicado.

 

 

 

 

 

 

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