Operadora do INSS pagou R$ 4 mi a ex-presidente do instituto

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A Polícia Federal aponta que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto, recebeu cerca de R$ 4 milhões em propinas pagas pela advogada Cecília Rodrigues Motta.

Stefanutto assumiu a presidência do INSS em julho de 2023, nomeado pelo ministro da previdência Carlos Lupi.

Pediu demissão do cargo após a Polícia Federal do Brasil (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a operação que identificou o escândalo da fraude bilionária no INSS. Em 23 de abril de 2025 foi exonerado do cargo

A apuração, que tramita no Supremo Tribunal Federal, indica que os valores seriam uma contrapartida para favorecer entidades suspeitas de aplicar descontos fraudulentos diretamente na folha de pagamento de aposentados.

As informações constam na decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a prisão da advogada no âmbito da Operação Sem Desconto. A ação apura um esquema que teria causado prejuízo estimado em R$ 6,2 bilhões à Previdência Social.

Segundo a decisão, a quebra de sigilo do celular de Cecília revelou comprovantes de pagamentos, além de reservas de passagens aéreas e hospedagens em nome de Gilmar Stelo, apontado como assessor direto de Stefanutto.

Stelo já vinha sendo monitorado pela PF. Advogado com atuação no Rio Grande do Sul, ele é investigado como possível operador financeiro de propinas enviadas por entidades, como a Conafer, ao ex-dirigente do INSS.

De acordo com as investigações, Cecília Motta atuava como intermediária na formalização de acordos de cooperação técnica entre associações e o INSS. Esses contratos permitiam descontos mensais nos benefícios em troca de serviços e seguros, mas, segundo a PF, muitas adesões eram feitas com fraudes, incluindo falsificação de assinaturas e uso indevido de dados biométricos.

O caso também alcança a esfera política. A deputada federal Maria Gorete Pereira é suspeita de atuar junto a Stefanutto para viabilizar interesses do grupo. Conforme a decisão de Mendonça, ela mantinha contato frequente com servidores do instituto para agilizar o credenciamento de associações ligadas ao esquema.

Em contrapartida, a parlamentar teria recebido pagamentos de propina da advogada investigada. O processo segue sob análise do STF devido ao foro privilegiado, enquanto a Polícia Federal busca identificar outros envolvidos no esquema que operava dentro do sistema previdenciário brasileiro. E mais: Urgente: PL declara apoio a Sergio Moro no Paraná. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Band)

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