A notícia preocupante do setor automobilístico no início de 2026

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O setor automotivo brasileiro iniciou o ano em ritmo reduzido. Em janeiro, foram registrados 162.342 emplacamentos de carros e comerciais leves no país, segundo dados da K.LUME Consultoria.

Na comparação com dezembro, o volume representa uma retração de 39,1%, refletindo quedas expressivas tanto nos automóveis de passeio quanto nos veículos comerciais leves.

Os carros de passeio somaram 125.159 unidades, o que corresponde a 77,1% do total vendido no mês, enquanto os comerciais leves alcançaram 37.183 emplacamentos, participação de 22,9%. Frente ao último mês de 2025, as perdas foram de 40,6% nos automóveis e de 33,6% nos comerciais.

Apesar do recuo mensal acentuado, o mercado apresentou leve crescimento na comparação com janeiro do ano passado. O avanço foi de 1,3% no total de veículos, impulsionado por altas de 1,4% nos carros de passeio e de 1,0% nos comerciais leves.

De acordo com a consultoria, o desempenho confirma o padrão histórico de início de ano mais fraco, influenciado pelo peso de despesas típicas do período, como impostos, material escolar e gastos acumulados com festas e férias.

Tradicionalmente, janeiro e fevereiro estão entre os meses menos aquecidos do calendário automotivo, embora os números ainda indiquem alguma resiliência em relação a 2025.

A concentração das vendas na segunda metade do mês também reforça o efeito sazonal. Cerca de 57,8% dos emplacamentos ocorreram na segunda quinzena.

Considerando 21 dias úteis, a média diária ficou em 8.123 veículos, queda de 36,1% frente a dezembro, mas crescimento de 4,3% na comparação anual. Ainda assim, o ritmo é inferior ao avanço de 6,0% registrado nesse mesmo indicador ao longo de 2025, sinalizando perda de fôlego no início do ano.

As vendas diretas responderam por 42,9% dos negócios em janeiro, nível considerado típico do primeiro trimestre, com expectativa de aceleração apenas a partir do segundo trimestre.

Entre os segmentos, o mercado de luxo somou 3.579 unidades e registrou retração de 3,79% em relação a janeiro de 2025. Já as cinco maiores marcas do setor tiveram desempenho conjunto negativo, com queda de 0,69%, indicando maior pulverização das vendas entre os fabricantes.

Na contramão, as marcas chinesas ampliaram de forma significativa sua participação. As vendas desse grupo saltaram de 13.901 para 21.652 unidades, crescimento de 55,8%, consolidando-se como um dos movimentos mais dinâmicos do mercado automotivo brasileiro.

No segmento de veículos pesados, tradicionalmente visto como um termômetro da atividade econômica, o cenário é mais preocupante. Caminhões e ônibus registraram queda de 35,3% em relação a dezembro e retração de 25,6% na comparação anual, o que levanta dúvidas sobre o ritmo da economia ao longo de 2026. (Foto: divulgação; Fonte: UOL)

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